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Correio Braziliense

''Não queremos brigar com a Argentina'', diz Bolsonaro sobre Fernández

A intenção do governo em enviar o vice-presidente, Hamilton Mourão, é evitar conflitos com o mundo, admitiu


postado em 10/12/2019 12:01

(foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil )
(foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil )
O presidente Jair Bolsonaro minimizou a ida do vice-presidente, Hamilton Mourão, à posse do presidente da Argentina, Alberto Fernández, e garantiu que não deseja brigar com o governo vizinho, terceiro maior parceiro comercial do Brasil. "Não queremos brigar com a Argentina", declarou. O chefe do Executivo federal desejou sucesso ao mandatário argentino, empossado nesta terça-feira (10/12), mas ponderou que ele poderá enfrentar dificuldades em ter boa governabilidade.

 

A ida de Mourão foi minimizada por Bolsonaro. “(Ele vai) porque eu decidi. Vocês falam em recuo o tempo todo, falam que o governo dá cabeçada por aí. Às vezes, você toma uma decisão antes de acontecer, né”, declarou. Inicialmente, a previsão era de que o país seria representado apenas pelo embaixador brasileiro na Argentina, Sérgio França Danese, e não por um integrante do governo federal. 

 

O presidente classificou a mudança de ideia como um “imprevisto” e fez uma analogia com uma partida de futebol. “O técnico de futebol, muitas vezes, o cara (jogador) está ali para entrar no campo e se machuca, o treinador recuou? Não é que recuou, acontecem imprevistos, e na política tem imprevistos a todo momento”, justificou, na saída do Palácio da Alvorada, nesta terça. 

 

A intenção do governo em enviar Mourão é evitar conflitos com o mundo, admitiu Bolsonaro. “Não queremos brigar com ninguém, queremos fazer comércio com o mundo todo. Não queremos brigar com a Argentina. Você pode ver, a Argentina também polarizou lá, parecido aqui no Brasil. E o partido do (Maurício) Macri (ex-presidente) fez uma bancada grande. Vão ter problemas para impor sua política, no caso, ali, o Fernández. Torço para que a Argentina dê certo, se bem que os números dizem que vão ter mais dificuldades do que nós”, ponderou.

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