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Correio Braziliense

Ex-presidente Evo Morales chega a Argentina para ficar, anuncia chanceler

O chanceler afirmou que o ex-presidente ''se sente mais confortável aqui (na Argentina) do que no México''


postado em 12/12/2019 12:28

Não há qualquer encontro nesta quinta-feira (12/12) de Morales com o presidente da Argentina(foto: Pedro Pardo / AFP)
Não há qualquer encontro nesta quinta-feira (12/12) de Morales com o presidente da Argentina (foto: Pedro Pardo / AFP)
O ex-presidente boliviano Evo Morales chegou nesta quinta-feira (12/12) a Buenos Aires, procedente de Cuba, e ficará na Argentina, onde terá a condição de refugiado, anunciou o novo chanceler do país, Felipe Solá.

Morales "aterrissou em Ezeiza. Vem para ficar na Argentina, porque entra na condição de asilado e depois passará a ter a de refugiado", declarou ao canal de notícias TN.

O chanceler afirmou que o ex-presidente "se sente mais confortável aqui (na Argentina) do que no México".

Morales chegou a Buenos Aires com o ex-vice-presidente Álvaro García Linera, a ex-ministra Gabriela Montaño e o ex-embaixador da Bolívia na OEA, que também estavam asilados no México. 

Não há qualquer encontro nesta quinta-feira de Morales com o presidente da Argentina, Alberto Fernández, segundo o chanceler argentino, que não informou em qual cidade do país o boliviano viverá. 

O ex-presidente era uma das personalidades convidadas por Fernández para sua cerimônia de posse, mas chegou dois dias depois, encontrando seus dois filhos, que já se encontravam em território argentino.

Morales renunciou no dia 10 de novembro após perder apoio das Forças Armadas em meio a fortes protestos sociais gerados por sua tentativa de permanecer no poder pelo quarto mandato consecutivo. As últimas eleições foram consideradas fraudulentas pela missão de observadores da OEA.

O ex-presidente inicialmente recebeu asilo no México, de onde denunciou ter sofrido um "golpe de Estado".

Fernández colaborou com a operação para tirar o ex-presidente da Bolívia e viabilizar sua chegada ao México.

"Não reconhecemos o governo da Bolívia (de transição de Jeanine Añez), mas fazemos votos e tentaremos não atrapalhar, e, sim, ajudar para que haja eleições o quanto antes", declarou nesta quinta-feira o chanceler argentino.

A Bolívia tem "um governo de facto", acrescentou, admitindo que este "pode ter o apoio de parte da sociedade".

Os filhos de Morales, Evaliz e Alvaro, estão desde o dia 23 de novembro na Argentina, onde vive a maior comunidade boliviana fora do país.

Após chegarem em Buenos Aires, os filhos de Evo Morales receberam a visita de Alberto Fernández, que assumiu o governo na última terça-feira (10/12).

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