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Piñera anuncia aumento de contribuição previdenciária no Chile

As contribuições para a Previdência chilena passarão dos atuais 10%, a cargo dos trabalhadores, para 16%

Agência France-Presse
postado em 16/01/2020 10:43

Presidente do Chile, Sebastián Piñera.As contribuições para a Previdência no Chile passarão dos atuais 10%, a cargo dos trabalhadores, para 16%, através de um inédito aporte dos empregadores, anunciou na ultima quarta-feira (15/1) o presidente Sebastián Piñera, que tenta contornar a agitação social iniciada há três meses.

Em mensagem à Nação, o presidente disse que enviará esta semana ao Congresso um projeto de lei no qual propõe aumentar, de forma gradual, a contribuição previdenciária, para atingir o total de 16% com a participação do empregador.

Isto "beneficiará principalmente as mulheres, a classe média e os adultos maiores com dependência severa", declarou Piñera.

A medida busca melhorar as aposentadorias dos chilenos, que em média recebem entre 30 e 40% do seu último salário na ativa, algo em torno de 400 dólares, abaixo do salário mínimo.

As pensões e aposentadorias estão a cargo das Administradoras de Fundos de Previdência (AFP), instituições financeiras privadas implementadas durante a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), com base em um sistema de capitalização individual, onde cada trabalhador contribui para sua futura aposentadoria.

Piñera esclareceu que com a reforma os atuais aposentados que recebem o valor mínimo terão um aumento no valor do benefício. No caso das mulheres, de 91 dólares, que serão pagos a 350 mil.

Entre os homens, o aumento será de 73 dólares, atingindo cerca de 500 mil aposentados.

A proposta surge após quase três meses de grave crise social e política no país, onde os protestos já deixaram 29 mortos e milhares de feridos desde o dia 18 de outubro.

No início de dezembro, em plena crise, o Congresso aprovou um projeto de lei proposto por Piñera para aumentar gradualmente as aposentadorias mínimas em 50%.

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