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Correio Braziliense

Príncipe Harry chega ao Canadá para iniciar nova vida com Meghan

No sábado, a rainha Elizabeth II anunciou um acordo familiar em respeito ao desejo de seu neto de se afastar das obrigações reais


postado em 21/01/2020 19:39

Casal renuncia a seu salário por fazer parte da família real e deverá reembolsar gastos (foto: Ben STANSALL/AFP)
Casal renuncia a seu salário por fazer parte da família real e deverá reembolsar gastos (foto: Ben STANSALL/AFP)
O príncipe Harry viajou para o Canadá para encontrar sua esposa, Meghan, e seu filho, Archie, com quem inicia uma nova vida "mais independente", após o polêmico anúncio de sua retirada da família real britânica. A mudança, entretanto, não conseguiu livrar o casal dos paparazzis.

 

Os jornais sensacionalistas britânicos The Sun e Daily Mail publicaram nesta terça-feira fotos da ex-atriz americana de 38 anos carregando seu filho de oito meses enquanto passeava com os dois cachorros.

 

Os advogados do casal afirmam que as fotos foram feitas sem o consentimento de Meghan, por um fotógrafo escondido em arbustos na ilha de Vancouver e que há paparazzis com teleobjetivas permanentemente a postos para espiá-los.

 

O casal já ameaçou processar os envolvidos, segundo o jornal The Guardian e o canal de televisão Sky News.

 

Sua complicada relação com parte da imprensa britânica teve um peso crucial na decisão dos duques de Sussex de recuar, afastando-se das câmaras.

 

Para isso, decidiram morar no Canadá, um país que Meghan conhece bem por ter vivido ali quando trabalhou na série de televisão "Suits". Harry, de 35 anos, foi encontrá-la na noite de segunda.

 

O avião do príncipe, que decolou do aeroporto de Heathrow, pousou em Vancouver às 19h (00h desta terça-feira no horário de Brasília), segundo o "Daily Mail", que publicou imagens de um homem vestido informalmente e com uma mochila.

 

A rede de televisão Sky News também exibiu imagens da chegada do príncipe.

 

Segundo o "Mail", o neto da rainha Elizabeth II pegou outro avião para ir à ilha de Vancouver, onde Meghan e Archie o aguardavam na casa em que vivem há semanas.


- Segurança -

O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, negou nesta terça-feira ter falado "diretamente" com Elizabeth II sobre a cobertura dos custos da segurança de Harry. 

 

"Não falei diretamente com Sua Majestade", disse Trudeau em coletiva de imprensa, negando notícias propagadas pela mídia britânica segundo as quais o premiê teria prometido à rainha que o Canadá se encarregaria dos gastos relacionados à segurança do casal. 

 

"As discussões continuam e não tenho nada de novo nesse momento" sobre um possível acordo entre Canadá e Reino Unido sobre o assunto, acrescentou Trudeau. 

 

Alguns veículos canadenses estimaram os custos relacionados com a proteção da família em aproximadamente 1,7 milhão de dólares canadenses por ano. 


- "Grande tristeza" -

As perguntas são muitas sobre a nova vida que o príncipe e sua família terão no Canadá. Como o casal ganhará a vida? Quem pagará por seus serviços de proteção? Que relacionamento terão com a família real?

 

No sábado, a rainha Elizabeth II anunciou um acordo familiar em respeito ao desejo de seu neto de se afastar das obrigações reais.

 

A ruptura parece, porém, ser mais radical do que o esperado, já que Harry e Meghan não serão mais "membros ativos" da família real. Tampouco poderão usar o título de alteza real, ou representar oficialmente a rainha de 93 anos.

 

Harry, sexto na linha de sucessão, também renunciará a seus deveres militares, aos quais tinha um apego particular.

 

No domingo, o príncipe falou pela primeira vez sobre essa decisão que abalou a monarquia.

 

"Esperávamos continuar servindo à rainha, à Commonwealth e às minhas associações militares, mas sem receber dinheiro público. Infelizmente, isso não será possível", disse ele, durante um jantar de caridade organizado em Londres.


- Duques da Netflix? -

A imprensa britânica é um exemplo perfeito das opiniões divididas.

 

O "Daily Express" enfatizou a dor do segundo filho de Lady Di, enquanto "The Guardian" acredita que a família real perde seus membros mais populares entre os jovens.

 

Outros jornais tentam adivinhar a vida do casal no Canadá, que poderia iniciar um negócio de produção audiovisual, graças à sua fama e à carreira de atriz de Meghan Markle. "Duque e duquesa da Netflix?", perguntou, ironicamente, o "Daily Mail".

 

Os jornais que os acusaram de quererem, ao mesmo tempo, as vantagens da realeza e a liberdade dos plebeus comemoraram, acima de tudo, o fato de o casal não poder mais "representar a rainha".

 

Assim, a partir de agora, o casal renuncia a seu salário por fazer parte da família real e deverá reembolsar, por exemplo, os 2,8 milhões de euros gastos na reforma de sua residência no Reino Unido, pagos com o dinheiro dos contribuintes.

 

Segundo os jornais britânicos, o príncipe Charles ajudará o filho caçula, financeiramente, por um ano.

 

A mãe de Harry, Lady Diana, também perdeu o título de alteza real após o divórcio em 1996. Esta é a primeira vez, contudo, que ocorre com um membro por nascimento da família real.

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