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Venezuela recebe novo carregamento de ajuda humanitária da Cruz Vermelha

Carga tem aproximadamente 42 toneladas de suprimentos e medicamentos para doenças crônicas

Correio Braziliense
postado em 06/02/2020 16:47

Cerca de 500 toneladas em ajuda humanitária entraram no país desde abril de 2019Um quinto carregamento de ajuda humanitária da Cruz Vermelha chegou à Venezuela nesta quinta-feira, vindo do Panamá, informou a instituição, acrescentando que cerca de 500 toneladas de assistência enviada nos últimos dez meses para aliviar a profunda crise que atinge o país.

 

A carga, que chegou ao porto de La Guaira (norte), contém aproximadamente 42 toneladas de suprimentos e medicamentos para doenças crônicas, segundo o presidente da Cruz Vermelha da Venezuela, Mario Villarroel.

 

Também inclui medicamentos gerais, como antidiarréicos e para hipertensão, e serão distribuídos em hospitais e ambulatórios, disse Villarroel à imprensa.

 

De acordo com a Cruz Vermelha, cerca de 500 toneladas em ajuda humanitária entraram no país desde abril de 2019.

 

"Achamos que cumprimos (nosso papel)", porque a ajuda "chegou aonde deveria ir, ou seja, os setores mais vulneráveis", declarou o presidente da organização.

 

Esta nova remessa chega após a Federação Internacional da Cruz Vermelha (IFRC) ter assinado um convênio na sexta-feira passada com o governo do presidente Nicolás Maduro, que Villarroel considera "crucial" para expandir a ajuda humanitária na Venezuela.

 

O acordo "nos ajudará a trazer bens, funcionários, acelerar operações ... e fortalecer nossas atividades humanitárias", disse Tommaso Della Longa, porta-voz da IFRC à AFP.

 

A primeira carga, de 34 toneladas, chegou à Venezuela após um acordo entre o governo de Maduro e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV).

 

Outras três remessas foram entregues em junho, julho e agosto.

 

A Venezuela atravessa a pior crise socioeconômica de sua história recente, com uma economia reduzida para menos da metade em seis anos e uma inflação voraz que limita o acesso a bens essenciais, especialmente medicamentos.

 

Maduro e seus aliados atribuem a escassez às sanções impostas pelos Estados Unidos, que incluem um embargo ao petróleo desde abril de 2019, além de ações contra qualquer empresa que faça negócios com o governo local.

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