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Correio Braziliense

EUA reforçam preocupação com segurança na rede 5G

Governo americano tem tentado convencer o Brasil a não investir em tecnologias 5G "não confiáveis"


postado em 08/02/2020 11:48 / atualizado em 08/02/2020 11:59

Está previsto para o fim do ano o leilão para contratação da nova tecnologia(foto: FABRICE COFFRINI/AFP)
Está previsto para o fim do ano o leilão para contratação da nova tecnologia (foto: FABRICE COFFRINI/AFP)
O governo americano tem reforçado o argumento da segurança cibernética para convencer o governo brasileiro a não adotar tecnologias “não confiáveis” para a rede 5G. “Estamos ansiosos por continuar nossa discussão do 5G com o Brasil, fornecendo informações sobre interconectividade e oportunidades, e também quanto ao risco de incorporar componentes de fornecedores não confiáveis nas redes”, disse o encarregado de negócios da Embaixada do Estados Unidos, William Popp.

 

Está previsto para o fim do ano o leilão para contratação da nova tecnologia. O governo americano teme que a chinesa Huawei, ou outras empresas chinesas, forneça equipamentos após o leilão. As preocupações de Washington aumentarem quando foi publicada, esta semana, a portaria do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, que definiu as diretrizes para a concorrência aprovadas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), sem restrições para fornecedores.    

 

Para americanos, os equipamentos chineses são um risco para segurança de dados, principalmente nas redes militares e de defesa. Os Estados Unidos baniram o uso da Huawei no país. Há desconfiança  com relação à segurança de dados devido ao estreito relacionamento da empresa com o governo chinês. 

 

O Reino Unido autorizou o uso de equipamentos da Huawei nas redes periféricas do 5G, o que não agradou os Estados Unidos. Outros fornecedores são a finlandesa Nokia, a Sueca Ericsson e a coreana Samsung

 

A União Europeia também manifesta preocupações com relação à segurança cibernética. Essa semana, o governo brasileiro publicou decreto com a estratégia nacional de segurança cibernética.  

 

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