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Correio Braziliense

Luz verde para exploração da primeira central nuclear árabe no Golfo

A fábrica de Barakah, nos Emirados Árabes Unidos, deveria entrar em operação no final de 2017, mas enfrentou vários atrasos que as autoridades atribuíram a requisitos regulatórios e de segurança


postado em 17/02/2020 09:59

Os Emirados Árabes Unidos emitiram uma licença para um reator em sua usina nuclear de Barakah, a primeira no mundo árabe, comemorando um
Os Emirados Árabes Unidos emitiram uma licença para um reator em sua usina nuclear de Barakah, a primeira no mundo árabe, comemorando um "momento histórico". (foto: Barakah Nuclear Power Plant / AFP)
Os Emirados Árabes Unidos aprovaram a exploração da central nuclear de Barakah, a primeira do mundo árabe, anunciou nesta segunda-feira (17/2) o representante permanente do país petroleiro do Golfo na Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

"A Autoridade Federal de Regulamentação Nuclear (FANR) aprovou a concessão da licença de exploração do reator 1 da central à empresa Nawah", declarou Hamad Alkaabi em uma entrevista coletiva em Abu Dhabi.

Ele acrescentou que o lançamento acontecerá em um "futuro próximo".

A Nawah Energy Company, fundada em 2016, vai explorar e ficará responsável pela manutenção dos quatro reatores da central de Barakah, na região noroeste do país, de acordo com o site da empresa.

A central foi construída por um consórcio liderado pela Emirates Nuclear Energy Corporation (ENEC) e a coreana Korea Electric Power Corporation (KEPCO), ao custo de 24,4 bilhões de dólares.

O primeiro dos quatro reatores entraria em serviço no fim de 2017, mas a data foi adiada para cumprir as condições de segurança.

"Este é um momento histórico para os Emirados Árabes Unidos (...) e coroa os esforços de 12 anos de construção do programa nuclear pacífico para responder às necessidades energéticas futuras do país", celebrou Alkaabi.

Quando estiverem totalmente operacionais, os quatro reatores terão capacidade de produzir 5.600 megawatts de energia elétrica, quase 25% das necessidades dos Emirados Árabes Unidos, um país rico em petróleo.

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