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Correio Braziliense

China isenta impostos de equipamentos americanos para combater coronavírus

Equipamentos médicos e alguns alimentos importados dos Estados Unidos serão isentos das tarifas punitivas adotadas pela China durante conflito comercial


postado em 18/02/2020 10:24 / atualizado em 18/02/2020 10:29

As empresas importadoras chinesas devem apresentar uma solicitação específica para serem beneficiadas pela medida.(foto: Manan VATSYAYANA / AFP)
As empresas importadoras chinesas devem apresentar uma solicitação específica para serem beneficiadas pela medida. (foto: Manan VATSYAYANA / AFP)
A China anunciou nesta terça-feira (18/2) que isentará de tarifas alfandegárias, adotadas dentro da guerra comercial com os Estados Unidos, alguns equipamentos médicos americanos importados, com o objetivo de lutar contra a epidemia de pneumonia viral. 

Os equipamentos utilizados para as transfusões a pacientes ou para medir a pressão arterial ficarão isentos de tarifas a partir de 2 de março, segundo uma lista publicada pela Comissão de Tarifas do governo.

Na longa lista de produtos também estão alguns cortes de carne bovina e suína congelados, soja, produtos derivados do petróleo e gás natural liquefeito.

Alguns cereais (trigo, sorgo) e determinados tipos de materiais também estão incluídos na isenção das tarifas punitivas adotadas pela China durante o conflito comercial com os Estados Unidos.

A isenção, no entanto, não será automática: as empresas importadoras chinesas devem apresentar uma solicitação específica para serem beneficiadas pela medida.

O objetivo consiste em "atender melhor a crescente demanda dos consumidores chineses", afirmou a comissão em um comunicado, sem mencionar o novo coronavírus.

A decisão coincide com a escassez de equipamentos médicos registrada nos hospitais chineses, sobrecarregados pela epidemia de pneumonia viral, que provocou quase 1.900 mortos e infectou 72.000 pessoas.

Ao mesmo tempo, as medidas de quarentena e as restrições drásticas aos deslocamentos de pessoas afetam consideravelmente a produção e transporte de produtos agrícolas.

Isto provocou um forte aumento de 20,6% nos preços dos alimentos em janeiro de 2020 na comparação com o início de 2019.
 
 
 

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