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Correio Braziliense

França pede esforço ocidental contra o grupo Estado Islâmico

Ministra da defesa da França afirmou que o grupo jihadista está se fortalecendo após a morte do general iraniano Qassem Soleimani no Iraque e que a França está retomando operações terrestres no país


postado em 19/02/2020 08:40

Florence Parly, ministra da Defesa, afirmou que a França realiza 15% das missões aéreas da coalizão no Iraque.(foto: Alain JOCARD / AFP)
Florence Parly, ministra da Defesa, afirmou que a França realiza 15% das missões aéreas da coalizão no Iraque. (foto: Alain JOCARD / AFP)
A ministra da defesa da França, Florence Parly, afirmou nesta terça-feira (18/2) que o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) está ganhando força e levando os países ocidentais a retomarem o combate interrompido após a crise entre o Irã e os Estados Unidos.

"O mapa não é o território: apaga-se o califado de um lado, mas ele tenta se enraizar no outro", disse a ministra para os cerca de 2.000 tripulantes do porta-aviões Charles de Gaulle, que atualmente atravessa o leste do Mediterrâneo.

"O Daesh [acrônimo em árabe do EI] permaneceu forte na Síria, particularmente em áreas supostamente controladas pelo regime. [...] Quanto ao Iraque, afetado por sua situação interna e pelos choques das rivalidades internacionais, o Daesh continua a se organizar lá e ameaçar as forças do governo", afirmou. 

As operações da coalizão internacional contra o EI foram suspensas após a morte em 3 de janeiro do general iraniano Qassem Soleimani em um ataque americano no Iraque, uma operação que alimentou tensões entre o Irã e os Estados Unidos.

"Depois de uma pausa, as operações terrestres foram retomadas", disse Parly, que falou sobre a formação de tropas iraquianas pela França sem dar mais detalhes. 

"Nunca vamos esquecer, a luta contra o terrorismo é a nossa prioridade", insistiu.

"No contexto muito particular de fortes tensões entre o Irã e os Estados Unidos, essas operações devem retomar o mais rápido possível", disse à imprensa a bordo.

Do porta-aviões Charles de Gaulle, atualmente na costa de Chipre, escoltado por uma fragata grega e um destróier americano, os aviões Rafal decolam todos os dias para sobrevoar o Iraque.

Segundo Parly, a França realiza 15% das missões aéreas da coalizão no Iraque.

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