Publicidade

Correio Braziliense

Maduro decreta 'emergência energética' no setor petroleiro da Venezuela

Os EUA emitiram uma série de sanções contra Maduro para forçá-lo a deixar o poder, apoiando o líder da oposição Juan Guaidó


postado em 20/02/2020 09:21

Os Estados Unidos anunciaram sanções contra uma subsidiária da gigante russa de petróleo Rosneft, controlada pelo estado, por seu contínuo comércio com a Venezuela, desafiando a tentativa de Washington de quebrar o controle do esquerdista Nicolas Maduro pelo poder.(foto: YURI CORTEZ / AFP)
Os Estados Unidos anunciaram sanções contra uma subsidiária da gigante russa de petróleo Rosneft, controlada pelo estado, por seu contínuo comércio com a Venezuela, desafiando a tentativa de Washington de quebrar o controle do esquerdista Nicolas Maduro pelo poder. (foto: YURI CORTEZ / AFP)
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, declarou na quarta-feira uma "emergência energética" na estatal PDVSA após sanções dos Estados Unidos a uma subsidiária da empresa russa Rosneft por comercializar petróleo venezuelano.

Maduro anunciou a criação de uma comissão de "natureza plenipotenciária" para a "defesa" e "reestruturação" da indústria do petróleo; praticamente a única fonte de renda da economia venezuelana. Essa comissão tem entre seus membros o ministro da Defesa, general Vladimir Padrino, chefe das forças armadas, que são o principal apoio do presidente.

"Estou colocando todo o poder do Estado, do governo e da nação para entrar na PDVSA com tudo", disse o líder em discurso transmitido por rádio e televisão.

No momento, Maduro não anunciou medidas concretas a serem tomadas pela comissão, chefiada pelo vice-presidente da área econômica, Tareck El Aissami, e composta por vários ministros.

Os decretos foram aprovados um dia depois que os Estados Unidos sancionaram uma subsidiária da estatal russa Rosneft, acusando-a de burlar as sanções contra a Venezuela que impedem suas exportações de petróleo.

Washington emitiu uma série de sanções contra Maduro para forçá-lo a deixar o poder, apoiando o líder da oposição Juan Guaidó - reconhecido como presidente interino por cinquenta países - em sua ofensiva contra o dirigente chavista.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade