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Correio Braziliense

Israel retira proibição às exportações palestinas após diminuir importações

O acordo foi feito depois que a autoridade palestina concordou em recuar em sua decisão de reduzir as importações de carne bovina israelense


postado em 20/02/2020 12:15

Ministro palestino da Agricultura retomou as importações de carne, incluindo bovina.(foto: SUMY SADURNI / AFP)
Ministro palestino da Agricultura retomou as importações de carne, incluindo bovina. (foto: SUMY SADURNI / AFP)
Israel anunciou, nesta quinta-feira (20/2), ter retirado a proibição às exportações de produtos agrícolas palestinos, depois que a Autoridade Palestina concordou em recuar em sua decisão de reduzir as importações de carne bovina israelense, pondo fim a meses de guerra comercial.

A Autoridade Palestina, que queria diminuir sua dependência dos produtores israelenses, reduziu de forma significativa em setembro a importação dessa carne.

Após o fracasso das negociações, Israel bloqueou, em 2 de fevereiro, a entrada de produtos agrícolas palestinos em seu território.

A Autoridade Palestina respondeu com uma decisão similar contra produtos de consumo israelenses.

A disputa comercial se intensificou, quando o Estado hebreu proibiu os agricultores palestinos de exportarem seus produtos para o exterior, através da passagem de Allenby.

Controlada por Israel, esta passagem une a Cisjordânia ocupada com a Jordânia, onde os produtos podem ser enviados para o restante do mundo.

Na quinta-feira, o ministro israelense da Defesa, Naftali Bennett, anunciou em um comunicado a suspensão de todas as restrições às exportações palestinas, "depois da retirada da proibição que afetava os agricultores israelenses".

O ministro palestino da Agricultura retomou, por sua vez, as importações de "carne, incluindo bovina", assim como de "todos os produtos e mercadorias de todos os países do mundo sem obstáculos".

"Este é o resultado das negociações diretas e indiretas por meio de terceiras partes internacionais como consequência da retirada das medidas ilegais israelenses", disse o Ministério, em um comunicado.

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