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Liderada por Juan Guaidó, Polícia venezuelana dispersa protesto em Caracas

A grande maioria dos milhares de manifestantes deixaram o local, enquanto outros com rostos cobertos respondiam aos gases com pedras

Agência France-Presse
postado em 10/03/2020 15:46
Juan GuaidóCaracas, Venezuela - A polícia de choque fez uso de gás lacrimogêneo para dispersar nesta terça-feira (10/3) uma manifestações em Caracas liderada pelo opositor Juan Guaidó para exigir eleições presidenciais na Venezuela, constatou a AFP.

A coluna de milhares de manifestantes foi contida pela polícia e, quando Guaidó tentava dialogar com os agentes para fazer a marcha continuar, os disparos de gás lacrimogêneo foram efetuados.

"Hoje essa manifestação não representa a Venezuela, representa a ditadura", disse o chefe parlamentar, escoltado por legisladores opositores, diante da parede formada pelas forças de ordem que portavam escudos antimotim, fechando a via.

Um veículo blindado bloqueava o caminho para chegar ao Palácio Federal Legislativo, previsto como ponto final da manifestação opositora, que tinha teve como ponto inicial uma praça situada a menos de um quilômetro dali. A grande maioria dos milhares de manifestantes deixaram o local, enquanto outros com rostos cobertos respondiam aos gases com pedras, como presenciou a AFP.

Mais cedo, o mandatário interino de 36 anos, em cima de uma caminhonete e com um megafone, dizia à multidão que "hoje começa uma etapa de luta que será mantida até obter resultados".

A convocatória de Guaidó para esta terça tinha como objetivo chegar à Assembleia Nacional - único poder nas mãos da oposição - para articular com deputados opositores um chamado para as eleições presidenciais, como forma de terminar um governo que considera como sendo "uma ditadura".

A manifestação organizada por Guaidó acontece um mês depois de sua volta após uma turnê política internacional, na qual foi recebido por líderes como o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, o presidente francês, Emmanuel Macron, e o presidente americano, Donald Trump, que prometeu combater a "tirania" de Maduro.






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