Publicidade

Correio Braziliense

Santuário de Lourdes fecha pela primeira vez na história por coronavírus

O santuário, que atrai a cada ano milhões de católicos do mundo todo, muitos deles de saúde frágil, adotou uma série de medidas para se proteger-se contra o coronavírus


postado em 17/03/2020 16:29

Santuário de Lourdes(foto: Reprodução/Google)
Santuário de Lourdes (foto: Reprodução/Google)
Toulouse, França - Pela primeira vez em sua história, o santuário de Lourdes fechou suas portas nessa terça-feira por tempo indeteminado, no momento em que a França entrou em isolamento para lutar contra o avanço da pandemia do novo coronavírus.

O santuário, que atrai a cada ano milhões de católicos do mundo todo, muitos deles de saúde frágil, adotou no início de março uma série de medidas para se protegerse contra o coronavírus.

Foram fechados primeiro os tanques onde os peregrinos doentes mergulham na esperança de se curarem, próximo da gruta onde, segundo a tradição cristã, a Virgem apareceu para a pastora Bernadette Soubirous em 1858.

Mas, após o anúncio do isolamento, foi dado um passo adiante: "pela primeira vez em sua história, o santuário fechará suas portas por algum tempo", anunciou no Twitter o responsável pelo espaço, Olivier Ribadeau Dumas.

O santuário já tinha sido fechado em 2013 durante as inundações, mas somente por três dias. Apesar disso, os cultos não param: "as orações continuam no santuário, com os (30) capelães que vão rezar pelo mundo da manhã até a tarde na gruta", disse a direção em entrevista à AFP.

Os fiéis  poderão seguir com suas orações ao vivo através dos canais de televisão católicos, disse.

Na segunda-feira à noite o presidente francês Emmanuel Macron declarou "guerra" contra o coronavírus, que só no país já deixou  148 mortos de 6.633 contaminados, e anunciou novas medidas restritivas de isolamento por pelo menos 15 dias. 

Essa epidemia, justo antes do início da temporada de peregrinação do início de abril, é uma "catástrofe" para Lourdes,  diz Josette Bourdeu, prefeita da cidade. 

"Além disso, ainda que seja uma grande decepção, temos que ser fortes, temos que ser justos, e se é o sacrifício que se deve fazer para deter essa epidemia catastrófica, então... façamos", disse.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade