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Correio Braziliense

Capitão de porta-aviões dos EUA pede ajuda por coronavírus a bordo

O capitão Brett Crozier escreveu em uma carta de quatro páginas que não foi possível conter o surto de Covid-19 entre seus 4.000 tripulantes, descrevendo uma grave situação a bordo


postado em 31/03/2020 16:27

(foto: AFP)
(foto: AFP)
Washington, Estados Unidos -
O capitão do porta-aviões americano Theodore Roosevelt disse ao Pentágono que o novo coronavírus está se espalhando de forma descontrolada em seu navio e pediu para colocar em quarentena imediatamente sua tripulação, reportou a imprensa nesta terça-feira (31).

O capitão Brett Crozier escreveu em uma carta de quatro páginas que não foi possível conter o surto de Covid-19 entre seus 4.000 tripulantes, descrevendo uma grave situação a bordo da enorme embarcação atracada em Guam, uma ilha que pertence aos Estados Unidos na Micronésia, 2.000 km ao leste das Filipinas. 

"Não estamos em guerra. Os marinheiros não precisam morrer", escreveu Crozier, segundo o San Francisco Chronicle. 

"A propagação da doença está em marcha e se acelera", prosseguiu, referindo-se às "limitações de espaço próprias" do navio.

Pediu, então, para colocar em quarentena quase toda a tripulação em instalações em Guam, assegurando que se corre um "risco desnecessário" se todos ficarem a bordo.

O jornal reportou que foram confirmados mais de cem casos de COVID-19 na tripulação.

"Se não agirmos agora, vamos falhar em cuidar de forma apropriada dos nossos recursos mais valiosos, nossos marinheiros", escreveu.

A Marinha americana não confirmou o conteúdo da carta, também reportada pelo The New York Times.


"O comandante do navio pediu que mais membros da tripulação sejam acomodados em instalações que permitam um melhor isolamento", disse.

"A liderança da Marinha age rapidamente para tomar todas as medidas necessárias para assegurar a saúde e a segurança da tripulação do USS Theodore Roosevelt e avalia as opções para responder às preocupações do comandante".

Se as cifras do Chronicle estiverem corretas, os casos confirmados teriam quadruplicado desde a sexta-feira.

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