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GNA denuncia golpe de Estado

 
O governo da União Nacional (GNA) da Líbia, com sede em Trípoli, denunciou, ontem, um novo golpe de estado comandado por seu rival, o marechal Kalifa Haftar. Líder militar do leste do país, ele afirmou, na véspera, que havia obtido o “mandato do povo” para governar. Haftar é acusado pelos adversários de querer instalar uma nova ditadura militar na Líbia, nove anos após a queda do regime de Muammar Kadafi.
 
Na segunda-feira à noite, num breve discurso, o marechal, anunciou que o comando geral de seu Exército” autoproclamado aceitava “a vontade do povo e seu mandato”.  Não deu detalhes sobre a ascensão. Também não indicou quais implicações políticas desse mandato, especialmente o papel do Parlamento no leste do país.
 
O marechal também anunciou “o fim do acordo de Sjirat”, assinado no Marrocos, em 2015, sob a égide das Nações Unidas, de onde emana o GNA.
 
Há três anos, Haftar havia dito que o pacato expirou. Antes, em 2014, ele declarou que iria tomar o poder, mas o anúncio não se concretizou.
 
Em reação às declarações, o GNA de Fayez al Sarraj, reconhecido pela ONU, denunciou uma farsa. “Um novo golpe de Estado, que se soma a uma série de outros que começaram anos atrás.”  Destacou ainda que o marechal, que tenta controlar a capital Trípoli desde abril de 2019, quer “dissimular o fracasso de suas milícias e mercenários” e de seu “projeto ditatorial”.