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Em análise, três casos de infecção por visons

postado em 27/05/2020 04:06
Mamíferos são criados em fazendas da Holanda: OMS em alerta

Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou ontem que o possível caso de contágio de um humano por covid-19 por meio de visons em um criadouro na Holanda, divulgado na semana passada, pode configurar a ;primeira transmissão conhecida; do coronavírus de um animal para humano. Segunda a agência das Nações Unidas, que entrou em contato com pesquisadores holandeses, pode haver ao menos três pessoas que foram infectadas da mesma forma no local.

;Esses seriam os primeiros casos conhecidos de transmissão de animais para humanos. Mas continuamos a coletar e examinar outros dados para determinar se animais, incluindo bichos de estimação, podem espalhar a doença;, afirmou a OMS, em uma mensagem de e-mail enviada à Agência France-Presse (AFP) de notícias.

No fim de abril, as autoridades fecharam duas criações de visons no sul da Holanda depois que descobriram que havia animais infectados. Segundo a ministra da Agricultura holandesa, Carola Schouten, os cientistas compararam o código genético do vírus encontrado nos visons com o de um paciente e criaram a ;árvore genealógica;. Os resultados levaram à conclusão de que ;é possível que um dos funcionários tenha sido contaminado pelos visons;, de acordo com Schouten.

Peça-chave


A grande maioria dos pesquisadores concorda que o novo coronavírus provavelmente se originou em morcegos e teria sido transmitido para outro animal, ainda não determinado, antes de infectar humanos. Identificar essa peça-chave do quebra-cabeça do contágio ajudará autoridades e cientistas a entenderem melhor as origens da atual pandemia, além de aumentar e refinar as práticas de prevenção.

Ainda sem respostas concretas sobre a possível transmissão inédita, o governo holandês adotou medidas preventivas, proibindo, por exemplo, visitas a fazendas em que houve casos de contaminação e obrigando a realização de testes de diagnóstico em todas as criações de visons do país. A atividade, que tem o objetivo a comercialização de peles, é um tema polêmico na Holanda. Em 2016, a instância judicial mais importante do país ordenou o fechamento dessas fazendas até 2024.

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