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Correio Braziliense

EUA oferecem recompensa de US$ 5 milhões por venezuelano próximo a Maduro

Joselit de la Trinidad Ramírez Camacho foi incluído no Programa Transnacional de Recompensa ao Crime Organizado (TOCRP)


postado em 01/06/2020 19:01 / atualizado em 01/06/2020 19:09

(foto: Marcelo Garcia/Presidência da Venezuela/AFP Photo)
(foto: Marcelo Garcia/Presidência da Venezuela/AFP Photo)
Os Estados Unidos ofereceram uma recompensa de até US$ 5 milhões nesta segunda-feira pelo venezuelano Joselit de la Trinidad Ramírez Camacho, um funcionário do governo de Nicolás Maduro, que o governo americano somou ao registro de fugitivos por lavagem de dinheiro e evasão de sanções financeiras. 

Ramírez Camacho, atual superintendente de criptoativos da Venezuela, foi incluído no Programa Transnacional de Recompensa ao Crime Organizado (TOCRP) do Departamento de Estado e adicionado à lista dos mais procurados pelo Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira (ICE), relatou o Departamento de Segurança Interna (DHS). 

Ele observou que a medida busca "acabar com a corrupção e a criminalidade ligada ao regime Maduro". 

"O povo venezuelano merece um governo que escolheu livremente e cujos funcionários não conspiram com seus associados para cometer crimes de roubo contra o povo da Venezuela, incluindo lavagem de dinheiro para esconder o produto dessas atividades ilegais", disse o secretário de Estado Mike Pompeo. 

Em um comunicado, o chefe da diplomacia dos EUA reiterou o compromisso de Washington de "ajudar os venezuelanos a restaurar sua democracia através de eleições presidenciais livres e justas". 

Desde janeiro de 2019, os Estados Unidos lideram a pressão internacional para incentivar a saída de Maduro, cuja reeleição em maio de 2018 o país considera fraudulenta e a quem atribui corrupção generalizada e graves violações dos direitos humanos. 

Ramírez Camacho, 33, é um dos acusados pela promotoria do Distrito Sul de Nova York por lavagem de dinheiro e evasão às sanções do Tesouro dos EUA relacionadas a narcóticos, juntamente com o atual ministro venezuelano do petróleo Tareck El Aissami. 

A acusação é parte de um megaprocesso revelado em 26 de março pelo Departamento de Justiça contra Maduro e 14 autoridades venezuelanas e ex-autoridades acusadas de tráfico de drogas, corrupção, tráfico de drogas e outras acusações criminais. 

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