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Correio Braziliense

Manifestação contra violência policial termina em 18 presos em Paris

O ato foi convocado no contexto da onda de protestos nos Estados Unidos, após a morte de George Floyd e também relembrou a morte Adama Traoré, um negro de 24 anos morto em Paris em 2016


postado em 03/06/2020 08:56 / atualizado em 03/06/2020 09:01

Os manifestantes queimam lixeiras, trocam de scooters e bicicletas em 2 de junho de 2020, após uma manifestação contra a violência policial.(foto: Mohammad GHANNAM / AFP)
Os manifestantes queimam lixeiras, trocam de scooters e bicicletas em 2 de junho de 2020, após uma manifestação contra a violência policial. (foto: Mohammad GHANNAM / AFP)
Pelo menos 18 pessoas foram presas em Paris na terça-feira (2/6), durante uma manifestação não autorizada contra a violência policial, que levou a confrontos - informou a prefeitura nesta quarta (3/6).

Convocada pelo comitê de apoio à família de Adama Traoré, um negro de 24 anos morto em 2016 após ser preso, a manifestação reuniu cerca de 20 mil pessoas na capital francesa.

A prefeitura havia proibido o ato, devido à emergência de saúde instaurada pela pandemia de coronavírus, que não permite concentrações de mais de dez pessoas, e também devido ao risco de "brigas".

O ato foi convocado no contexto da onda de protestos nos Estados Unidos, após a morte de George Floyd, um afroamericano de 46 anos sufocado por um policial branco em Minneapolis.

A manifestação, que começou no final da tarde na esplanada do tribunal de Paris, foi perturbada pelo disparo de projéteis, levando a polícia a usar gás lacrimogêneo. 

Os manifestantes se dispersaram pelas ruas próximas e pela avenida periférica que circunda a capital francesa, onde centenas deles bloquearam parcialmente o tráfego.

Vários confrontos esporádicos ocorreram ao longo desta via, em que a polícia recorreu a balas de defesa do tipo "LBD". Nas ruas, barricadas foram erguidas, e algumas bicicletas foram incendiadas.

Em 19 de julho de 2016, Adama Traoré morreu em uma delegacia de polícia nos arredores de Paris, duas horas depois de ser preso. O caso se tornou um símbolo da violência policial no país.

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