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Correio Braziliense

Instituições devem se preparar para pós-Brexit sem acordo comercial

As discussões se encontram paralisadas em pontos-chave para ambos os lados. O prazo para negociações pode ser estendido por até dois anos


postado em 03/06/2020 09:19

Uma fotografia divulgada pelo Parlamento do Reino Unido mostra o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, falando durante as Perguntas do primeiro-ministro (PMQs) na Câmara dos Comuns, em Londres, em 3 de junho de 2020.(foto: JESSICA TAYLOR / AFP / UK PARLIAMENT)
Uma fotografia divulgada pelo Parlamento do Reino Unido mostra o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, falando durante as Perguntas do primeiro-ministro (PMQs) na Câmara dos Comuns, em Londres, em 3 de junho de 2020. (foto: JESSICA TAYLOR / AFP / UK PARLIAMENT)
Os bancos britânicos "precisam se preparar" para a possibilidade de que Reino Unido e União Europeia (UE) não cheguem a um acordo comercial para reger suas relações pós-Brexit depois do período de transição - alertou o Banco da Inglaterra (BoE) nesta quarta-feira (3/6).

"A possibilidade de que as negociações entre o Reino Unido e a UE sobre uma futura relação comercial não terminem em um acordo é um dos resultados para os quais os bancos britânicos devem se preparar nos próximos meses", disse o BoE.

Esse alerta se dá depois que a imprensa britânica revelou que o governador da instituição, Andrew Bailey, entrou em contato com executivos de várias entidades, na terça-feira, para pedir que acelerem seus preparativos para a eventualidade de não haver um acordo.

Ontem, Londres e Bruxelas lançaram a quarta rodada de uma negociação iniciadas em março e que acabou sendo dificultada pela pandemia de coronavírus. As discussões se encontram paralisadas em pontos-chave para ambos os lados.

Após um ano de caos político, bloqueios e adiamentos, o Reino Unido deixou a UE oficialmente em 31 de janeiro, graças à esmagadora maioria obtida pelo premiê Boris Johnson nas eleições legislativas de dezembro.

O país então entrou em um período de transição, no qual continua a atender à maioria dos padrões europeus, enquanto negocia um acordo de livre-comércio com Bruxelas. Este período expira em 31 de dezembro de 2020.

O prazo pode ser estendido por até dois anos, mas Johnson se recusa a fazê-lo, aumentando o temor de uma ruptura brutal no final deste ano.

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