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Correio Braziliense

Em apenas um dia, 600 mil franceses baixam aplicativo para rastrear vírus

Os aplicativos de rastreamento do coronavírus como o StopCovid são considerados uma ferramenta vital para frear a propagação da covid-19


postado em 03/06/2020 12:45

(foto: Thomas SAMSON / AFP)
(foto: Thomas SAMSON / AFP)
Cerca de 600 mil franceses baixaram em menos de 24 horas o aplicativo de celular criado para rastrear possíveis contágios com o coronavírus, indicou nesta quarta-feira (03/6) o ministro francês encarregado de assuntos digitais.

"É um bom começo", disse Cedric O ao canal France 2. A empresa de análise de aplicativos AppAnnie disse que StopCovid está no topo da lista de downloads na França para celulares Android da Apple e Google. 

Os aplicativos de rastreamento do coronavírus são considerados uma ferramenta vital para frear a propagação da covid-19, que matou quase 29 mil pessoas na França. 

Os governos de todo o mundo desenvolveram aplicativos, por conta própria ou com a ajuda de empresas privadas como Apple e Google, que se uniram para fornecer programas de rastreamento compatíveis entre seus telefones. 

Muitos utilizam a tecnologia bluetooth que permite aos celulares "ver" se uma pessoa entrou em contato próximo com alguém que testou positivo para o vírus, assumindo que a pessoa infectada introduziu o diagnóstico no aplicativo. 

A França se negou a trabalhar com a Apple e Google para seu aplicativo, devido a preocupações de privacidade de dados. 

O uso do aplicativo StopCovid é voluntário e os funcionários garantem que não se pode revelar dados pessoais para outros usuários. 

Os especialistas em saúde afirmam que pelo menos 60% da população precisa usar a tecnologia para que seja efetiva.

No entanto, vários países não alcançaram esse objetivo, inclusive países asiáticos que estiveram entre os primeiros a implementar aplicativos de rastreamento. 

Cedric O disse que esperava que "vários milhões de franceses" baixassem o aplicativo, que é útil principalmente em áreas muito frequentadas "como bares e restaurantes, transporte público e comércios".

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