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Correio Braziliense

França nega que Guaidó esteja refugiado em sua embaixada em Caracas

Juan Guaidó é alvo de vários processos judiciais desde que foi proclamado presidente interino em janeiro do ano passado, embora não se saiba se há um mandado de prisão contra ele


postado em 05/06/2020 21:39

(foto: AFP / Federico Parra)
(foto: AFP / Federico Parra)
A França negou nesta sexta-feira (5) que o líder da oposição venezuelana Juan Guaidó esteja atualmente refugiado em sua embaixada em Caracas, como disse o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza.  

"Juan Guaidó não está na embaixada da França em Caracas. Confirmamos isso várias vezes às autoridades venezuelanas", disse a porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da França, Agnès von der Mühll. 

Arreaza disse na véspera que Guaidó estava na embaixada francesa, alguns dias depois de o presidente socialista Nicolás Maduro insinuar que o líder parlamentar estava "escondido" em uma sede diplomática. 

"Não podemos entrar na residência de uma embaixada de nenhum país, neste caso da Espanha ou da França, e que a justiça os retire a força. Não podemos, não podemos", respondeu Arreaza em um entrevista por rádio a uma jornalista que lhe perguntou sobre a suposta presença de Guaidó na embaixada francesa, assim como a de seu mentor, Leopoldo López, que está na residência do embaixador espanhol em Caracas há mais de um ano. 

"Esperamos que esses governos retifiquem (...) e entreguem os fugitivos da justiça à justiça venezuelana", acrescentou Arreaza. 

Juan Guaidó é alvo de vários processos judiciais desde que foi proclamado presidente interino em janeiro do ano passado, embora não se saiba se há um mandado de prisão contra ele.


- Novas eleições -

A França está entre os mais de 50 países que reconheceram Guaidó como presidente interino da Venezuela em 2019. 

Nicolás Maduro acusa seu adversário de ter fomentado uma tentativa de "invasão à Venezuela" que deveria resultar, segundo ele, em um "golpe de Estado" com a cumplicidade dos Estados Unidos e da Colômbia. 

O presidente dos EUA, Donald Trump, nega qualquer envolvimento. 

"Todos os esforços agora devem se concentrar em encontrar uma solução política para a crise política venezuelana", disse Agnès von der Mühll, que pediu eleições "livres e" transparentes" para "acabar com o sofrimento do povo venezuelano". 

"Juntamente com a União Europeia e seus parceiros no grupo de contato internacional, a França incentiva todos os venezuelanos, em particular as autoridades venezuelanas, a entrarem em negociações para conseguir isso", acrescentou. 

Em 13 de maio, a França expressou a "forte condenação" ao tratamento dado a seu embaixador em Caracas, Romain Nadal, desde o início daquele mês. 

Desde 2 de maio, policiais vigiam a rua onde fica a residência do embaixador, que está sem água ou luz desde então.

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