Mundo

Covid-19: Perigo de 2ª onda na Europa vem da América do Sul, diz cientista

O cientista francês Bruno Lina fez a declaração à comissão de gestão da crise do coronavírus na França

Agência France-Presse
postado em 18/06/2020 14:03
Nesta foto de arquivo tirada em 9 de abril de 2020, um membro da equipe médica sai de uma sala protegida por uma lona transparente depois de cuidar de um paciente infectado com COVID-19 na unidade de terapia intensiva do hospital Franco-Britannique em Levallois-Perret, norte Paris.O "perigo" de que haja uma segunda onda da epidemia de covid-19 na Europa vem "muito mais" da América do Sul do que dos novos surtos na China, estimou nesta quinta-feira (18/6) um membro do conselho científico que assessora o governo francês.

"É principalmente lá onde o perigo está atualmente", declarou o virologista Bruno Lina à comissão da Assembleia Nacional que investiga a gestão da crise de coronavírus na França.

Lina também destacou que o que mostra a situação na China é "o risco de que o vírus volte a circular inclusive no verão".

Vários surtos surgiram nos últimos dias em Pequim, provocando o temor de uma nova propagação da doença no país onde o vírus apareceu em dezembro antes de se espalhar por todo o planeta.

Ao mesmo tempo, a epidemia continua se intensificando na América do Sul, especialmente no Brasil, que se tornou o segundo país do mundo mais afetado pelo coronavírus depois dos Estados Unidos.

"O conselho científico considera que, dado o que está acontecendo na América do Sul, deve-se considerar o risco de uma segunda onda vinda do hemisfério sul no final de outubro, novembro ou dezembro", afirmou Jean-François Delfraissy, presidente deste grupo de especialistas que assessora o governo sobre a epidemia.

O conselho científico considera que o cenário de uma "epidemia sob controle" nos próximos meses é o mais provável, mas também recomenda o governo a se preparar para antecipar situações mais desfavoráveis.

Delfraissy reiterou que um novo confinamento generalizado não seria "nem possível nem desejável" porque "a população não o aceitaria" e teria consequências econômicas e sociais muito custosas. Em vez disso, defendeu a necessidade de um "confinamento parcial" recomendado aos idosos e aos mais vulneráveis ao vírus.

Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação