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Correio Braziliense

Polícia iraniana interroga quatro pessoas após explosão em clínica de saúde

A explosão no centro de saúde Sina At'har matou 19 pessoas, 15 eram mulheres


postado em 01/07/2020 13:04

Os socorristas procuram sobreviventes no local de uma explosão no centro de saúde Sina At'har, no norte da capital do Irã, Teerã, no norte de Teerã, em 30 de junho de 2020. (foto: AMIR KHOLOUSI / ISNA / AFP)
Os socorristas procuram sobreviventes no local de uma explosão no centro de saúde Sina At'har, no norte da capital do Irã, Teerã, no norte de Teerã, em 30 de junho de 2020. (foto: AMIR KHOLOUSI / ISNA / AFP)
A polícia iraniana anunciou nesta quarta-feira (1/7) que estava interrogando quatro pessoas como parte das investigações sobre a explosão de uma clínica na véspera, que matou 19 pessoas.

A explosão no centro de saúde Sina At'har atingiu os prédios próximos no bairro de Tajrish, de classe alta, ma zona norte de Teerã.

Das 19 vítimas fatais, 15 eram mulheres.

"A polícia está interrogando quatro pessoas, incluindo o diretor geral da clínica Sina At'har", afirmou o vice-comandante de polícia de Teerã, o general Hamid Hadavand, citado pelo Iribnews, o site da televisão estatal.

Esta foi a segunda explosão do tipo nos últimos dias em Teerã, mas o chefe de polícia da cidade, o general Hossein Rahimi, descartou qualquer tipo de "sabotagem".

A tragédia foi o resultado de "um incêndio que aconteceu na clínica particular", explicou.

Os bombeiros estão inspecionando a entrada da clínica.

"O depósito com os cilindros de oxigênio sofreu um incêndio. Aconteceu uma explosão terrível", disse à AFP Payam Momeni, diretor da farmácia da clínica.

A origem do incidente ainda precisa ser determinada, e o presidente Hassan Rohani, em uma mensagem de condolências às famílias das vítimas, pediu às "autoridades envolvidas" que esclarecessem "a causa do acidente".

O porta-voz do corpo de bombeiros de Teerã, Jalal Maleki, disse que a explosão, que danificou edifícios próximos, ocorreu quando o incêndio atingiu os cilindros de gás armazenados no porão da clínica.

No final da manhã desta quarta-feira, a polícia ainda impedia o acesso à rua onde o prédio está localizado e vários bombeiros inspecionavam a entrada, onde cerca de vinte cilindros perfurados e carbonizados estavam empilhados, observaram jornalistas da AFP.

"Cerca de 40 a 45 pessoas estavam [no prédio] no momento da explosão", disse Moméni, acrescentando que "as pessoas do quarto andar não tinham saída e ficaram presas pela fumaça" antes da explosão.

"A única coisa que pude fazer quando vi o incêndio foi levar minha esposa e meu filho para um quarto distante", disse Farhad Aqai, 52 anos, vendedor de eletrodomésticos que mora perto da clínica.

Citado pela agência oficial Irna, o vice-ministro da Saúde, Iraj Harirchi, negou rumores circulando nas redes sociais sobre "a presença de materiais radioativos" no edifício. 

"A clínica não era um centro de medicina nuclear", mas "um centro de odontologia e radiologia", declarou.

Outra explosão atingiu o sudeste da capital iraniana na madrugada de sexta-feira, quando um tanque de gasolina explodiu na área de Parchin, perto de um local militar, de acordo com o Ministério da Defesa iraniano.

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