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Peru suspende venda de substância tóxica usada no tratamento da covid-19

O dióxido de cloro é um poderoso agente oxidante, usado como alvejante e desinfetante e estava sendo vendido como tratamento para infectados pelo coronavírus

Agência France-Presse
postado em 10/07/2020 19:50
O dióxido de cloro é um poderoso agente oxidante, usado como alvejante e desinfetante e estava sendo vendido como tratamento para infectados pelo coronavírusAs autoridades do Peru ordenaram nesta sexta-feira (10) a suspensão da comercialização do dióxido de cloro, uma substância potencialmente tóxica para a saúde que é vendida na internet como tratamento da COVID-19.

O Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (Indecopi), órgão público que cuida dos consumidores, encaminhou a ordem ao laboratório Mediline, produtor da substância, e à empresa Mercado Libre Peru, que a comercializa através de seu site.

A Indecopi, que funciona como tribunal, emitiu uma série de medidas cautelares ordenando o fim da comercialização do dióxido de cloro.

"O produto viria a ser oferecido como uma solução potencialmente segura e eficaz para superar a COVID-19, apesar de prejudicar a saúde dos seres humanos, já que não teria apoio científico ou autorização sanitária", indicou o Indecopi através de um comunicado.

[SAIBAMAIS]O dióxido de cloro é um poderoso agente oxidante, usado como alvejante e desinfetante.

O Indecopi agiu após receber uma reclamação de uma pessoa afetada pelo consumo do produto, que o comprou induzido pela publicidade.

Na Bolívia, um comitê científico que aconselha o governo também alertou em 29 de junho sobre o consumo de dióxido de cloro no tratamento do novo coronavírus e seus graves danos à saúde.

O consumo de dióxido de cloro pode causar insuficiência respiratória, distúrbios sanguíneos, pressão arterial baixa, insuficiência hepática, anemia, vômito e diarreia, segundo o comitê boliviano.

O Peru registra 316.448 casos da COVID-19 e é o segundo país da América Latina com mais infecções depois do Brasil e o terceiro em mortes, atrás do Brasil e do do México, com 11.314 falecimentos.

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