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Chile busca acelerar produção de hidrogênio verde com energia eólica

O país pretende usar a eletricidade gerada por suas fontes de energia renováveis, mais baratas e limpas, como uma alternativa para reduzir a dependência em combustíveis fósseis

Agência France-Presse
postado em 28/07/2020 09:02
Nesta foto de arquivo tirada em 21 de março de 2018, os mineiros trabalham na mina de cobre O Chile apresentou nesta segunda-feira (27/7) um plano para acelerar a produção de hidrogênio verde, aproveitando as fontes limpas de energia solar e eólica, com o objetivo de se tornar um país neutro na emissão de carbono até 2050.

O ministro de Energia, Juan Carlos Jobet, apresentou um plano estratégico com o qual o país busca desenvolver esta energia, que se sustenta em quatro eixos: a implementação de regulamentações para a produção de hidrogênio verde; transferência de conhecimento e inovação; fomento da produção; desenvolvimento social.

O plano seria executado em aliança com empresas privadas.

"Ha mais de 20 empresas chilenas que estão desenvolvendo diversos projetos de hidrogênio verde no Chile e para isso estamos ajudando a resolver entraves administrativos ou burocráticos. Estamos ajudando a conseguir fundos com entidades internacionais e estabelecendo alianças internacionais", explicou Jobet em videoconferência com a imprensa internacional.

O governo do Chile pretende usar a eletricidade gerada por suas fontes de energia renováveis, mais baratas e limpas, para produzir hidrogênio verde, como uma alternativa para reduzir a dependência em combustíveis fósseis, responsáveis por 70% do consumo energético do país.

Entre suas propriedades, o hidrogênio, ao ser usado como combustível, emana apenas vapor d;água, além de ter três vezes mais energia por unidade de massa que a gasolina e 120 vezes mais que uma bateria de lítio, comparou Jobet durante a apresentação.

De acordo com um relatório de 2019 da Agência Internacional de Energia, o Chile tem um grande potencial para produzir hidrogênio verde graças às condições de produção da energia solar, que no país cresceu 750 vezes entre 2013 e 2018. A energia eólica cresceu sete vezes no mesmo período.

A isto se somam os baixos custos de geração de eletricidade com energia solar no Chile, que tiveram uma queda de 80% na última década, o que tornaria economicamente sustentável a produção de hidrogênio verde no país e a um preço acessível para competir com o diesel entre 2025 e 2030.

O plano chileno de descarbonização pretende tornar 70% da matriz energética à base de energias renováveis em 2030.

Atualmente, 40% da geração energética do Chile é produzida em usinas termoelétricas. O governo chileno pretende reduzir esta porcentagem para 25% até 2030.

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