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Americano é condenado a nove anos de prisão na Rússia por agredir policiais

''Vou pedir apoio político ao meu governo'', disse o condenado, que alegou inocência

Agência France-Presse
postado em 30/07/2020 09:44
O ex-fuzileiro naval dos EUA Trevor Reed, acusado de atacar a polícia, fica dentro da gaiola dos réus durante sua audiência no tribunal distrital de Moscou em Golovinsky, em 30 de julho de 2020.A Justiça russa condenou o ex-fuzileiro naval americano Trevor Reed a nove anos de prisão, nesta quinta-feira (30/7), por ter agredido dois policiais, acusação denunciada como "política" pelo réu.

"O tribunal condenou (Trevor) Reed a nove anos de prisão", disse o juiz Dmitri Arnaut sobre uma sentença anunciada apenas algumas semanas depois de outro americano ter sido condenado em um polêmico caso de espionagem.

Após o veredicto, Trevor Reed classificou o caso de "político" e disse que vai recorrer da decisão, de acordo com um jornalista da AFP presente na audiência em um tribunal de Moscou.

"Vou pedir apoio político ao meu governo", disse o condenado, que alegou inocência.

Reed, natural do Texas, é acusado de agredir dois policiais em agosto de 2019 que intervieram em uma festa em Moscou, na qual ele estava embriagado.

Segundo a Justiça russa, esse estado de embriaguez foi "determinante" no incidente e constitui uma "circunstância agravante". A Promotoria já havia pedido nove anos e oito meses de prisão para o acusado.

Um dos policiais, que estava dirigindo o veículo que levava Reed para a delegacia, relatou que o acusado tentou dominá-lo, ao segurar seu braço, criando o risco de um acidente. O outro acusou o réu de tê-lo agredido na barriga.

Joey Reed, pai do condenado e que também esteve presente durante a audiência, denunciou que nenhuma das provas apresentadas era "crível".

Paul Whelan, outro ex-fuzileiro naval dos EUA, havia sido condenado em junho a 16 anos de prisão por um suposto caso de espionagem, uma sentença que o acusado e seu entornou consideraram "política".

A condenação desta quinta-feira foi anunciada, depois que os rumores de uma possível troca de prisioneiros entre Moscou e Washington se multiplicaram nas últimas semanas.

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