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Índia supera 35 mil mortes por coronavírus nesta sexta-feira

Muitos especialistas duvidam dos dados oficiais da Índia pela falta de testes suficientes e a não contabilização de muitas mortes relacionadas com o covid-19

Agência France-Presse
postado em 31/07/2020 08:57
As autoridades de saúde (D) coletam uma amostra de swab nasal de uma mulher para testar o coronavírus, em um hospital civil em Amritsar em 31 de julho de 2020.A Índia superou nesta sexta-feira a marca de 35 mil mortes provocadas pelo novo coronavírus desde o início da pandemia, em um momento no qual o país sofre com as inundações que deixaram 350 vítimas fatais e que prejudicam a luta contra a propagação da covid-19.

Com 779 mortes registradas em 24 horas, o ministério da Saúde contabiliza o total de 35.747 óbitos, o que deixa a Índia como o quinto país com mais vítimas fatais por coronavírus, atrás dos Estados Unidos, Brasil, Reino Unido e México, de acordo com o balanço da AFP.

O número de infectados reportados no segundo país mais populoso do mundo subiu a 1,63 milhão, atrás apenas dos Estados Unidos e Brasil, embora estas nações tenham populações consideravelmente inferiores a da Índia.

Muitos especialistas, no entanto, duvidam dos dados oficiais da Índia pela falta de testes de diagnóstico suficientes e a não contabilização de muitas mortes relacionadas com o coronavírus.

De acordo com um estudo sorológico de covid-19 realizado esta semana, 57% das pessoas examinadas nos subúrbios de Mumbai foram infectadas, uma proporção muito maior que a sugerida pelos dados oficiais.

Na semana passada, um estudo similar indicou que 25% da população da capital, Nova Délhi, contraiu o vírus, quase 40 vezes a mais que os dados oficiais.

As inundações provocadas pelas chuvas de monção que afetam o leste e nordeste da Índia deixaram milhares de desabrigados na região, o que prejudicou a luta contra a propagação do coronavírus.

Em Bihar, o estado mais pobre da Índia, que tem 125 milhões de habitantes e uma das regiões que adotou restrições das atividades, 11 pessoas morreram e mais de 25.000 seguiram para abrigos.

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