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Correio Braziliense

Artigo: O eterno Kobe Bryant


postado em 28/01/2020 04:20 / atualizado em 28/01/2020 08:11

(foto: Greg BAKER / AFP)
(foto: Greg BAKER / AFP)
Ídolo no basquete, Kobe Bryant foi um exemplo de atleta. Inspirou uma geração. Criou um método próprio que levou para o esporte: o “mamba mentality”, uma maneira de agir que representava a letalidade e a determinação em quadra. E deixou um legado imenso como ser humano — também por isso, a grande comoção em torno da morte do astro do Los Angeles Lakers, vítima de um acidente de helicóptero no último domingo, que matou mais oito pessoas, entre elas, a filha dele Gianna, de 13 anos.

Além dos ensinamentos dentro de quadra, um dos maiores legados de Bryant é exatamente o que garantiu o Oscar ao atleta. O curta-metragem animado Dear basketball (Querido basquetebol, em tradução livre). Dirigido e escrito por Kobe com Glen Keane (animador e ilustrador), o filme, com menos de quatro minutos, foi lançado em 2017 e traz no roteiro a carta escrita pelo eterno camisa 24 do Lakers na véspera da aposentadoria e uma série de bons sentimentos, mesmo num momento que poderia ser de tristeza.

Gratidão é um deles. No curta, Kobe olha para trás, para o menino de 6 anos que jogava basquete de forma improvisada e percebe que o esporte lhe deu tudo. E ele não fala de ganhos materiais, mas do encontro com a maior paixão da vida: “Eu sabia que uma coisa era real: eu estava apaixonado por você, um amor tão profundo, que eu dei tudo que podia, da minha mente e corpo, do meu espírito e alma”.

Depois, Kobe aborda a esperança e a persistência, num discurso que, certamente, inspirou diversos jovens: “Eu nunca via o final do túnel. Eu só me via surgindo correndo de um para outro”. Ao fim, aborda uma mensagem que cabe muito bem nesse momento de luto, de tentar entender como seguir em frente. Ele sabia que a aposentadoria deveria vir e que ele deveria dizer adeus. Hoje, nós sabemos que, precisamos dizer adeus a esse ídolo, que será eternamente, como ele mesmo diz no curta: “Aquela criança com as meias enroladas, lata de lixo no canto e cinco segundos no relógio”.

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