Opinião

Artigo: Mais rigor para celular ao volante

Combater o uso de celular ao volante é extremamente importante para preservar vidas. Entre os estudiosos, há quem afirme que dirigir ao celular é tão arriscado quanto conduzir um veículo alcoolizado

Correio Braziliense
postado em 27/02/2020 10:52
Homem fala ao celular enquanto dirigeO Senado Federal aprovou um projeto de lei que prevê penas mais duras para o motorista que dirige ao celular e se envolve em acidente fatal. A proposta, de autoria do presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça e, agora, deve seguir para a Câmara dos Deputados. Pela proposta, a pena por homicídio culposo no trânsito pode aumentar de um terço à metade, se ficar comprovado que o condutor usava o aparelho para falar ou mandar mensagem de texto e voz, por exemplo.

O projeto de lei, que tramita desde 2015, estabelece ainda que a comprovação do uso de celular se dará por meio da quebra do sigilo telefônico do condutor no dia do acidente fatal.  Desde 2016, o uso do aparelho telefônico ao volante é considerado infração gravíssima.

Combater o uso de celular ao volante é extremamente importante para preservar vidas. Em alguns países, o mau hábito é classificado como uma epidemia e, entre os estudiosos, há quem afirme que dirigir ao celular é tão arriscado quanto conduzir um veículo alcoolizado.

Nesse sentido, punir com mais rigor o motorista que provoca a morte de alguém porque dirigia ao telefone é um dos caminhos para inibir a conduta. Mas só essa medida de nada adiantará se não vier acompanhada de outras: fiscalização e punição rápida dos infratores antes mesmo que as fatalidades aconteçam.

No entanto, mais eficaz do que medidas punitivas para o condutor infrator, é a educação cidadã para o trânsito. E o Brasil só conseguirá isso quando tornar o tema disciplina obrigatória nas escolas públicas e privadas. Já há previsão para que isso aconteça. Mas é facultativo. E, até agora, pouquíssimas instituições de ensino abraçaram a causa. Apesar das 43 mil mortes por ano, as vidas perdidas no trânsito são insuficientes para comover governos e sociedade civil.

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