Opinião

Sr. Redator

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Oito de Março
Hoje, quando o mundo celebra o Dia Internacional da Mulher, as brasileiras têm que discutir meios de se protegerem. O Brasil é cada vez mais inseguro para todas nós. No DF, em menos de três meses, ocorreram cinco feminicídios e uma tentativa. A misoginia avança e o exemplo vem das altas patentes que adminstram o país. As emissoras de tevê têm mostrado cenas sinistras de policiais militares agredindo mulheres, inclusive, grávidas. O que supunhamos inimaginável, os celulares com filmadoras desmestificaram. Nas principais cidades brasileiras, o número de homicídios de mulheres está crescendo e, ainda, há quem diga que a violência vem caindo — pura manipulação de dados. Os machões se sentem à vontade para cometer barbaridades. Interessante é que vem a notícia do crime que comentem, mas não chegam informações sobre o destino que lhes foram dado pelo Judiciário. Na prática, há um estímulo subliminar para que continuem agredindo e matando mulheres. Neste 8 de março, não há o que comemorar neste país, a guardar luto pelas milhares de mulheres vítimas de todos os tipos de violência e por aquelas que não resistiram às agressões do machistas covardes.
Giovanna Gouveia,
Águas Claras


Mordomia

Na sexta-feira (6/3) foi publicado no Diário Oficial da União novo decreto regulamentando o uso de aviões da FAB pelas autoridades brasileiras. Fico pensando com os meus botões: como este nosso país é rico! Li certa vez que um primeiro-ministro de um país escandinavo usava a sua bicicleta para se deslocar até o local de trabalho, e morava em um apartamento funcional de dois quartos. Quanta diferença de tratamento para as autoridades deste país tupiniquim! Será que o novo decreto sobre as aeronaves fará  diminuir, por exemplo, as viagens do presidente da Câmara dos Deputados? De acordo com a Gazeta do Povo, Rodrigo Maia fez 230  viagens em aviões da FAB em 2019, sendo 46 de retorno à sua residência. Ufa! E lá vai o Brasil descendo a ladeira.
Paulo Molina Prates,
Asa Norte


Mau atendimento

É de deixar qualquer cidadão enfurecido o péssimo atendimento em qualquer posto do Detran. A população não entende como esse órgão, que arrecada tanto dinheiro, não recepciona bem o contribuinte. Todos os dias, tem aquela desculpa: o sistema está fora do ar. Ora, como podemos acreditar nisso, se há recurso para melhorar o sistema de informática? Ou é incompetência da diretoria, que não tem conhecimento de gestão e administração? Infelizmente, o governo coloca qualquer amigo para administrar empresas públicas.
Sebastião Machado Aragão,
Asa Sul


Coronavírus

Enquanto o mundo tenta se proteger como pode da expansão de casos do coronavírus, o Brasil aposta na sorte. Viajei por sete países no Caribe e, em todos, no aeroporto ,havia alguém tirando a temperatura dos que chegavam. Aqui quando cheguei não havia ninguém. Uma menina de 13 anos infectada foi liberada para levar vida normal porque não apresentava sintomas. É brincar com fogo.
Lana Cristina Faria da Cunha,
Sudoeste


Cultura

Não chegou, apesar do deslumbramento, a me causar urticária a nomeação de dona  Regina Duarte para a Secretaria de Cultura. Eufórica, falou em conciliação, carta branca e porteira fechada, levando de cara um chega pra lá do capitão. Lastimável foi a continência  prestada, num surto de subserviência inexplicável. De qualquer maneira, melhor ela, uma cordura, do que os arrogantes Datena, Ratinho, Faustão, Silvio Santos e  outros autoritários e fanfarrões.
Renato Vivacqua,
Asa Norte


Datena

José Luís Datena foi recebido com festas no MDB. Entrou na política depois de passar longo tempo da vida metendo o sarrafo nos políticos. Para ele, “uma cambada de ladrões”. Agora, no outro lado do balcão, terá que mudar o tom. Dourar a pílula. Deixar de generalizações amargas, injustas, agressivas e irresponsáveis. Precisa saber que o exercício da política é árduo, em que apenas o jogo coletivo obtém sucesso. Não resolverá nada sozinho nem no grito. Insultando, ameaçando, tripudiando, com armadura de maior paladino do universo, companheiros de partido e adversários, quebrará a cara. Terá vida curta. Poderá voltar ao Brasil Urgente antes do tempo.
Vicente Limongi Netto,
Lago Norte