Opinião

Sr. Redator

postado em 15/04/2020 04:13


Mais ricos
Estranho, eu não vi nem ouvi uma só informação de ajuda ou doação desse pessoal abastado. Eu acho que devem estar de quarentena em algum planeta do sistema solar ou talvez na Lua, logicamente em uma espaçonave previamente fabricada na órbita da Terra, aguardando o desfecho fatal. Dez por cento da riqueza dos 10% mais ricos do planeta dariam um ponto final nessa crise e, com a sobra, erradicaria de vez a fome que assola grande parte da população mundial. Gostaria que a Organização Mundial da Saúde fizesse o convite a essa casta privilegiada.

Valdir Pereira Nunes, Ceilândia



Mandetta
O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, reconhece que extrapolou em entrevista ao Fantástico. Realmente, os sinais emitidos pelo governo, principalmente pelo presidente da República, deixam a sociedade desnorteada. Quem está com a razão: o presidente que quer suspender a quarentena ou o ministro, defende o isolamento social, pautando-se pela orientação da Organização Mundial da Saúde e pela dos cientistas e renomados epidemiologistas? Não há dúvida de que, para a parcela mais esclarecida, que Mandetta tem absoluta razão. Ficar em casa é a opção mais correta. O avanço da epidemia de coronavírus vai congestionar as unidades de saúde, não haverá, como já não há, equipamentos nem leitos para atender a todos, seja os que são vítimas do vírus seja por outras enfermidades. A situação piora dia a dia, inclusive com o afastamento de profissionais da saúde infectados pelo coronavírus. Abandonar a estratégia do isolamento social é expor mais brasileiros ao vírus, com letalidade superior à do H1N1. Mandetta está na berlinda. Não conta nem mesmo com o apoio dos militares, mas tem credibilidade entre 76% dos brasileiros. Bolsonaro, mesmo com motivo, terá coragem de demitir o ministro e assumir a conta que virá com a suspensão da quarentena para movimentar a economia e reproduzir no Brasil os cenários dos Estados Unidos, Itália e Espanha, com centenas de mortes por dia? O povo fez sua escolha. Entre recessão econômica e a vida, os brasileiros preferem viver. Não podemos nos esquecer de que, até agora, o maior número de vítimas é da classe A. O dinheiro ou a economia funcionando não é garantia de vida.

Gilberto Borba, Sudoeste



Brasília, 60 anos
Belo artigo, Da minha janela (14/04/20), do jornalista André Gustavo Stumpf. Narrativa repleta de emoção de sua viagem do Rio a Brasília para assistir ao maior acontecimento de nossa história no século 20, a inauguração da nova capital do país, em 21 de abril de 1960. Aventuras na estrada, dificuldades de hospedagem num verdadeiro canteiro de obras que encantaram o menino, que ainda se deparou com JK em meio à multidão defronte ao Palácio do Planalto. Parabéns ao jornalista que tão bem descreveu o ;pulo; que o Brasil deu com a mudança da capital para o Planalto Central. Mas chamou a atenção o fato de aqui residir desde então, há 60 anos, com toda a família hoje multiplicada pelos filhos e netos. Puro amor à cidade que o acolheu e a qual escolheu, mesmo depois de andar pelo mundo. Não tenho 60 anos de Brasília, pois aqui cheguei em 1975, há 45 anos. Também me apaixonei pela ;menina; de 15 anos de então e aqui, como ele e também depois de andar pelo mundo, finquei raízes. Brasília é isso! Acolheu a todos que aqui aportaram cheios de esperanças. Todos que aqui vivem a amam, pois a escolhemos para a nossa casa!

Paulo Roberto da Silva, Asa Sul



Servidores
Acordei com a patética matéria: No radar, corte no salário dos servidores (14/4). Significa que a hipocrisia, a farsa, o oportunismo e a demagogia insistem em ganhar todas as guerras. Deslumbrados astros e estrelas da política e da economia estrebucham entre si em busca de migalhas do noticiário. Não têm grandeza de atitudes. Fingem ignorar os esforços de milhares de servidores no sustento da família. Incluindo netos, bisnetos e filhos desempregados. Jogam no lixo o bom senso e usam as cartas da pantomima, fantasiados de donos do monopólio da verdade. Poderia resumir a ópera bufa indagando: por que o presidente da República, o vice-presidente, ministros de Estado e de Tribunais Superiores, governadores, prefeitos, senadores e deputados também não contribuem cortando os próprios salários? Nesse sentido, no mar agitado da sandice e do cinismo, despontam palavras sensatas. Estancando o santuário dos cretinos. O senador Reguffe( Podemos-DF), por exemplo, acredita que a contribuição do Legislativo não pode vir por meio do corte de salários dos servidores. A seu ver, a medida reduziria a quantidade de dinheiro que circula na economia brasileira. Na linha de Reguffe, destacam-se as opiniões do presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Serviço Público, deputado professor Israel(PV-DF), e do vice-presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União ( Sindilegis), Alison Souza. Igualmente lúcida a ponderação do professor Marcelo Vitorino (Por que unificar eleições é ruim? ; CB, 9/4): ;O inimigo é forte e não vai ser com corte de salários de servidores ou com economia no nosso sistema eleitoral que vamos vencer;.

Vicente Limongi Netto, Lago Norte


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