Opinião

Sr. Redator

Correio Braziliense
postado em 04/07/2020 04:14

Ocupação ilegal
Nesses tempos de pandemia em que a cidade não fala nem pensa em outra coisa, no Km 12 da BR 040, sentido Brasília-Goiânia, há uma invasão de área pública que, “na calada da noite”, cresce de maneira vertiginosa. Nessa sexta-feira, pela manhã, passando naquele local, vi novos barracos sendo erguidos. Segundo um adolescente que oferecia frutas à margem da rodovia, os lotes estão sendo oferecidos naquela área por um chamado “líder comunitário”, ao preço de R$ 5 mil em longas parcelas. Se uma medida urgente e enérgica não for tomada pelo senhor governador Ibaneis Rocha, em breve teremos, às margens daquela rodovia, uma comunidade formada por ruelas estreitas onde veículos de serviços públicos como ambulâncias, veículos da CEB, da Caesb e da polícia não entram. Em áreas onde veículos da polícia e de serviços públicos não conseguem entrar, sabe-se que se tornam um território sem lei, onde salteadores praticam crimes nas ruas de Brasília escondem-se em meio às famílias de bem. Se o GDF, por meio do DF Legal, claudicar e não usar de pulso forte, em breve será temerário passar naquele local, porque furtos e assaltos serão uma constante. Quem viver verá.
Elias Honorio da Silva, Águas Claras


Epidemia
O Correio Braziliense noticiou, nessa sexta-feira, que o novo coronavírus está desde novembro de 2019 no Brasil, tendo sido detectado em Florianópolis. Pergunta-se: onde estava o Ministério da Saúde e as secretarias de Saúde dos estados que não tomaram imediatas providências? Vieram a fazê-lo somente em fevereiro e março de 2020. Isso tem que ser devidamente apurado.
Joares Antonio Caovilla, Asa Norte


» Uma nova pandemia toma conta do país. Dessa vez, é a incipiência (insensatez). Governadores e prefeitos, diante do crescimento do número de vítimas pelo novo coronavírus, insistem em acabar com a quarentena, mandam abrir todos os setores da economia, liberam clubes, estádios, teatros, cinemas e tudo que leva à aglomeração de pessoas. Para piorar, o presidente Bolsonaro, que sempre encarou a epidemia como “gripezinha”, veta dispositivo de lei que obriga o uso de máscaras, expondo ainda mais as pessoas ao ataque do coronavírus. A situação está, a cada dia, mais dramática e os governantes do país — prefeitos, governadores e presidente — viram as costas quando os infectados passam de 1,5 milhão e de óbitos, de 60 mil. Não consigo ver como o país sairá desse drama letal, com relaxamento pleno de todas as atividades, apesar de todos alertas de médicos e especialistas. Os exemplos vindos da Europa, dos Estados Unidos e de tantos outros países que enfrentaram a pandemia não serviram de nada para o Brasil. Sequer o país tem um ministro da Saúde. A que ponto chegamos com tamanho desprezo pela vida. O país é um espaço primitivo, longe de quaisquer valores humanos.
José Emiliano Borba, Águas Claras


Inverno
Basta as temperaturas começarem a baixar para tirarmos do armário todos os casacos, cobertas e tapetes que ficaram guardados o ano inteiro. Então, não vacile. Deixe tudo limpo, cheiroso e organizado para ficar quentinho, protegido e cheio de saúde no inverno.
José Ribamar Pinheiro Filho, Asa Norte


Dinheiro vivo
O que tem de comum em todos os crimes de colarinho branco no Brasil? Malas, pastas, sacolas, caixas e até caixões de dinheiro vivo. Todas as trambicagens do mensalão e da Lava-Jato foram em dinheiro vivo, montanhas de dinheiro, cuja imagem icônica é a sala do apartamento de Geddel Vieira Lima, com R$ 51 milhões em espécie viva. Para grandes quantias, a alternativa era transferir dinheiro ilegalmente para paraísos fiscais. Mesmo assim, muitos foram rastreados e presos. É praticamente uma confissão de culpa retirar grandes quantias em dinheiro do banco. Por que não fazer uma transferência on-line? Ou um cheque nominal? Não é nem preciso responder. Quem não tem nada a esconder faz suas operações on-line. Para que alguém vai querer R$ 100 mil, R$ 300 mil ou R$ 500 mil em dinheiro vivo? Pode ter certeza de que para boa coisa não é. No mínimo, para lesar o Fisco. Quando se fala em controles, sempre vem um deputado dizer que, no interior, nas compras de terras e de boiadas, como disse Marcos Valério no início da Lava-Jato, é sempre em espécie — principalmente propinas, subornos e jabás, tudo em dinheiro sujo. Por essas e outras, a Suécia está abolindo o dinheiro. Só 1% da população ainda usa. É tudo on-line, por aplicativos no celular. No mundo digital, nada se perde, tudo se rastreia. Quem pode ser contra isso? Traficantes, políticos e empresários corruptos, com certeza. Todo mundo que não tem como explicar de onde veio e para quem vai o dinheiro sujo. Seguir o dinheiro é a tática que leva aos bandidos. Por isso, o dinheiro vivo é tão querido no Brasil, que, certamente, será um dos últimos países do mundo a aboli-lo.
Renato Mendes Prestes, Águas Claras

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