Opinião

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postado em 22/07/2020 04:18
Santiago Naud

A quatro dias de completar 90 anos, faleceu, em Brasília, o professor, poeta e intelectual gaúcho José Santiago Naud. Chegou à nova capital no ano da inauguração, integrando, a partir de então, o grupo de grandes mestres que fundaram, sob a direção e inspiração do baiano Anísio Teixeira e do mineiro Darcy Ribeiro, a Universidade de Brasília, nossa gloriosa e sexagenária UnB. Em 1963, Santiago integrou o grupo de 42 intelectuais fundadores da Associação Nacional de Escritores, a mesma ANE que é, hoje, a mais antiga instituição cultural privada de Brasília. Poeta de virtudes excepcionais, Santiago Naud deixou vasta obra lírica, assinalada por fortes dimensões exóticas, míticas e eróticas. Santiago deixa, para além de imensa saudade, a intensa presença da indizível falta que fará a nosso ambiente intelectual e cultural.
; Fabio de Sousa Coutinho,
Presidente da ANE e da Associação Brasiliense de Letras


Foras da lei

A pandemia da covid-19 é a maior tragédia vivida pelo país. Ela causou mais de 80 mil mortes e levou milhões ao desemprego e ao sofrimento. Mas, ainda assim, nossos dirigentes não se uniram para enfrentá-la e muitos ainda ganharam dinheiro irregular com a doença. Foram abertos dezenas de inquéritos em vários estados pelo Ministério Público e pela Polícia Federal, envolvendo até governadores. São desvios na montagem de hospitais de campanha, na aquisição de respiradores e equipamentos de proteção e na compra de materiais diversos. Em São Paulo, foi presa uma quadrilha que desviava hipoclorito para purificar a água da cidade. Desvios de recursos da saúde, em época de pandemia, demonstram total falta de caráter. Mas esse caráter falho não se limita a políticos e empresários, como se rotula. Mais de 620 mil brasileiros receberam R$ 600 de auxílio emergencial, ilegalmente, só em maio. Entre eles, 396.316 agentes públicos. Desse total, 17.551 são militares da União, ativos ou inativos, mais 7.236 são servidores federais ativos. Os demais 371.529 são servidores estaduais, distritais e municipais. Eles deveriam ser expulsos e severamente punidos, devolvendo em dobro o que receberam. Se julgam espertos e acima da lei, mas são o câncer do país. Não seguem regras, não respeitam limites, não usam máscaras. Até quando ficarão impunes?
; Ricardo Pires,
Asa Sul


Educação

O Fundeb representa uma esperança de melhoria da educação básica no nosso país que, há décadas, tem sofrido pelo descaso não só do governo, mas também do parlamento. Devem ser aprovadas sem alterações e sem divisão com outros programas , mesmo que sejam de distribuição de renda , pois a maior distribuição de renda que existe é fornecer uma educação de boa qualidade aos menos favorecidos. Todas as nações do mundo que hoje contam com bons índices sociais, em primeiro lugar e antes de tudo, investiram pesadamente na educação, no processo educativo e nos próprios educadores. Este é o caminho para o desenvolvimento, e não existe outro .
; Washington Luiz Souza Costa,
Samambaia


Judiciário

O artigo Pandemia e o Processo Judicial (18/7) é muito oportuno. Advogados abarrotam processos no Judiciário com demandas que poderiam ser resolvidas com um bom diálogo ; educação, mediação e arbitragem. Assuntos judiciais são relegados no meio de tantos processos que dispensariam facilmente a figura de um juiz. A digitalização já contribui bastante com a rapidez e eficácia das demandas. Porém, o judiciário deveria ser muito menor e os advogados poderiam contribuir muito com isso, inspirados no artigo de Marina Viana.
; Procuradora federal em Brasília

; Sobre o artigo publicado Pandemia e o Processo Judicial (18/7), vale dizer que as câmeras de arbitragem estão funcionando a todo vapor. Nesse período de pandemia, acredito que a evolução digital nos processos devem ter equivalência a um ano.
; Décio Gontijo,
Brasília


Imposto

Fala-se, novamente, na recriação de um imposto nos moldes da CPMF, desta vez, sob a batuta do ministro da Economia, Paulo Guedes, seu maior entusiasta. A CPMF vigorou entre 1996 e 2007. Foi um imposto que penalizou, principalmente, os menos favorecidos. As taxas eram iguais para os mais pobres e os mais ricos. O presidente Bolsonaro sempre se manifestou contrário a sua recriação. Agora, com o advento do Centrão, parece ser tudo possível. Por que não seguir o exemplo da sra. Abigail Disney, herdeira do grupo Disney, que lidera o abaixo-assinado ;Milionários pela humanidade;. Nesse abaixo-assinado, pede a governantes de diversos países que elevem os impostos para eles, milionários e bilionários, de forma imediata, substancialmente e permanentemente.
Vilmar Oliva de Salles,
Taguatinga

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