Opinião

Sr. Redator

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postado em 31/07/2020 04:05
Covid-19
Os dados sobre o número de vítimas pela covid-19 mostram o quanto foi desastrosa a decisão do govenador Ibanei Rocha de ceder à pressão dos bolsominions aloprados da capital federal. Entre junho e este mês, praticamente dobrou o número de óbitos, resultado do efeito sanfona. A elite brasiliense ocupa lanchas e iates para grandes festas e nada acontece. O relaxamento da quarentena só vem causando a perda de vidas que poderiam ter sido poupadas. A rede pública dá sinas de saturação. Não haverá leitos nem UTIs para os casos mais graves. Mas haverá mais desalento e luto. O desatino do Palácio do Planalto infectou o governador, e a sociedade paga um preço alto pela ausência de orientações firmes e seguras. O inimigo planetário encontra aqui e no restante do país terreno fértil para propagar a morte.
; Euzébio Queiroz,
Octogonal


Monitoramento
Sempre desconfiei do disurso do presidente Bolsonaro em defesa do direito de expressão. Agora, temos uma polícia de exceção, capitaneada pelo Ministério da Justiça, para monitorar e investigar pessoas, sobretudo docentes das universidades e servidores públicos, que desaprovam o governo federal. Algo bem de acordo com os regimes autoritários, que não aceitam o contraditório. A defesa da Constituição Federal e das liberdades individuais não passa de mais uma farsa do atual governo. Afronta quem é contra o fascismo. Afronta quem investiga autores e busca os financiadores das fake news. Em outras palavras: é a favor do fascismo e defensor da mentira, que se espalha como rastilho de pólvora por meio de redes sociais e outros mecanismos, em total conflito com o que estabelece a Constituição de 1988. O atual governo é uma usina ininterrupta de produção de conflitos. Não tem projeto de governo nem de nação. Busca por todos os meios reimplantar uma ditadura. E, não à toa, libera os armentos e rompe com o controle de armamentos para favorecer os milicianos. É uma vergonha, que deixará um legado de desgraças para o povo brasileiro.
; Evaristo Carvalho,
Lago Norte

; Não surpreende a funesta iniciativa do Ministério da Justiça de criar um esquadrão para investigar quem é contrário ao atual (des)governo. Não faz muito tempo, o Correio, por meio do Blog do Vicente Nunes, revelou que medida semelhante foi adotada pelo militarizado Ministério da Saúde. A iniciativa deu-se logo depois que o então ministro Nelson Teich deixou o cargo, pois não estaria disposto a macular sua história de vida estabelecendo protocolo para o uso da cloroquina como medicamento contra o novo coronavírus ; uma insanidade, como provaram os mais renomados especialistas nacionais e estrangeiros. O Ministério da Saúde passou a monitorar, inclusive, redes sociais e e-mails, de servidores que se opunham à orientação governamental. A Saúde ressuscitou os arapongas e a Justiça tenta legalizá-los para ações espúrias, dignas dos regimes totalitários.
; Alfredo Gonzaga,
Jardim Botânico


Lavajatismo
Pela tevê tomamos conhecimento dos comentários infelizes do representante maior da Procuradoria-Geral da República, relativamente aos trabalhos e procedimentos dos procuradores que atuam nas forças-tarefas respectivas. Realmente, é muito estranho o posicionamento dessa autoridade, principalmente, criando dúvidas e trazendo um verdadeiro desconforto aos servidores em questão e à população. Ainda, por cima, declara, de forma sarcástica, a vontade de acabar com a era do ;lavajatismo;, parecendo, com isso, ou melhor, nivelando-se a membros de determinados partidos, que desejavam e desejam o fim da Operação Lava-Jato, justamente pela derrocada de atitudes ilícitas e condenações de corruptos.
; Montesquieu T. Alves,
Lago Norte


Auxílio emergencial
Honestidade sob suspeita. Só uma perguntinha: os militares que receberam irregularmente o auxílio emergencial e, quando descobertos, devolveram de forma ;espontânea,; não vão responder criminalmente para que sirvam de exemplo aos civis?
; Josuelina Carneiro,
Asa Sul


Máscara
O desembargador Eduardo Rocha Siqueira, da cidade de Santos (SP), após se recusar a usar máscara, desacatou um guarda municipal perante várias testemunhas e, ainda, rasgou a multa, lançando-a no calçadão da praia. Depois da grande repercussão, veio à imprensa falada e escrita pedir desculpas. Agora, na sua defesa perante o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mudou tudo, fazendo-se de vítima, de mocinho bonzinho, e o guarda, de humilhado, passou a ser o vilão. Doutor Eduardo, saiba que, na rua, a autoridade é o guarda, não a sua desgastada pessoa. Está tudo bem esclarecido pelas reportagens e pelos vídeos. Tem um ditado popular que serve de lição para quem quer usar do cargo ou de posição social para tirar proveito: ;O pau que bate em Chico bate em Francisco;.
; Saulo Siqueira,
Asa Norte





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