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Politica

Presidente de Associação Funerária do DF admite intermediar retirada de DPVAT

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O atual presidente da Associação Funerária do DF, João Romualdo Saches de Oliveira, presta depoimento neste momento, no plenário da Câmara Legislativa do DF, à CPI dos Cemitérios. O presidente da associação é dono da funerária "Paz no Senhor", em Ceilândia. Ele atua como procurador de família para retirada do seguro obrigatório DPVAT. A indenização é paga a familiares que tenham parentes vítimas de acidente de trânsito e pode chegar a R$3,5mil. Sanches afirmou aos deputados que cobra 10% do valor do seguro para agilizar o processo. Os parlamentares, no entanto, confrontaram a versão do presidente da associação a partir do depoimento de familiares que contrataram o serviço. Essas pessoas afirmam que o empresário cobrava entre 20% e 40% para a intermediação. Sanches, no entanto, destacou que já teve prejuízos em alguns processos porque "algumas famílias, mesmo humildes, recebem o dinheiro e não pagam o que devem". Ele contou aos deputados que foi vítima de atentado, em 1999, quando era proprietário de duas empresas do ramo funerário. Antes do depoimento de Sanches, o ex-presidente da associação, Fernando Viana, foi ouvido pelos distritais. Uma das revelações feitas por ele é a da falta de transparência nos procedimentos de cremação de corpos em Valparaíso de Goiás. Segundo Viana, as famílias não podem acompanhar o processo o que facilita furtos e até mesmo o reaproveitamento de caixões. Fernando Viana afirmou à CPI que a Campo da Esperança Serviços Ltda também prestava serviços funerários.