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Correio Braziliense

Marta Suplicy consolida apoio eleitoral

 


postado em 28/06/2008 08:46 / atualizado em 28/06/2008 13:55

São Paulo — Afinados no discurso de que a chapa representa a união das forças de esquerda em torno da retomada da principal capital do país, a pré-candidata do PT à prefeitura paulistana, Marta Suplicy, e seu candidato a vice, o deputado Aldo Rebelo (PCdoB), apresentaram nesta sexta-feira (27) a coligação batizada de "Uma Nova Atitude por São Paulo". Na prática, Marta consolidou o apoio dos maiores partidos do bloquinho (PSB, PDT e PCdoB) aos petistas, depois de uma longa negociação que precisou de intervenções diretas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para chegar a bom termo. Em ato de lançamento com as presenças do presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, o presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, e do deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, foi esse o enfoque de consenso. A de que a formação da chapa une as “forças populares” em uma campanha que, na avaliação de Marta Suplicy, será, mais uma vez, polarizada entre dois grupos políticos e projetos distintos. “São Paulo vai ser palco de uma disputa entre dois projetos. De um lado, as forças de esquerda, com um projeto de inclusão social. De outro, demos e tucanos, com o projeto da enrolação social”, disse a ex-prefeita e ex-ministra do Turismo, em referência às candidaturas do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) e do atual prefeito da cidade, Gilberto Kassab (DEM), que tenta a reeleição. Com a coligação, a chapa terá cerca de 7,5 minutos de tempo no horário eleitoral gratuito de rádio e televisão. Marta se disse alegre em poder ter como vice alguém “do porte de Aldo Rebelo”. “Sinto que temos uma dupla afinada, com uma competência bastante complementar”, disse. Questionada sobre a participação de Lula nas negociações, a ex-prefeita, que governou São Paulo entre 2001 e 2004 e perdeu a reeleição para o atual governador do estado, José Serra (PSDB), comentou: “O presidente fazia muito gosto no apoio das esquerdas aqui em São Paulo para o seu partido (PT). Isso eu sei porque foi comentado a mim. O Aldo pode dizer qual foi o peso desse pleito presidencial”. Segundo o deputado, “houve um empenho grande do presidente Lula” e das lideranças de todos os partidos para que o bloco se unisse ao PT na formação de uma grande chapa de esquerda em São Paulo. Tanto Marta quanto Rebelo foram reticentes quanto à possibilidade de a aliança paulistana se prolongar até as eleições de 2010. “Há expectativa de que seja estratégica”, afirmou o deputado, lembrando que PT e PCdoB estão juntos desde 1988. Esquema Marta Suplicy e Aldo Rebelo também negaram constrangimento em relação à presença no ato e ao apoio de Paulo Pereira da Silva, acusado de envolvimento em um esquema de desvio de verbas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Paulinho abdicou de seus sigilos telefônico, bancário e fiscal e está sendo investigado pelo Conselho de Ética da Câmara e pelo Supremo Tribunal Federal (STF)”, defendeu Rebelo. Marta afirmou não ver problema algum: “Ninguém pode ser julgado antes da hora”. No ato desta sexta, Paulinho foi cumprimentado com abraços por Marta e Rebelo. O deputado, que deixou a presidência do PDT em razão das acusações, mas ainda comanda a Força Sindical, disse que os 52 sindicatos ligados à central irão trabalhar firme por Marta. “Os trabalhadores vão buscar voto por voto nas ruas”, disse. Segundo Marta, é a primeira vez, em muitos anos, que as centrais sindicais estão juntas em uma candidatura para a prefeitura de São Paulo. “Isso é motivo de entusiasmo, porque temos todos os sindicatos, temos uma militância com garra, querendo ir para as ruas, temos uma coligação forte e o apoio do presidente Lula”, computou. Lula já confirmou que irá prestigiar a campanha de Marta sempre que possível. Leia mais na edição impressa do Correio

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