Politica

Advogado de Dantas diz não acreditar em novo pedido de prisão

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postado em 11/07/2008 21:05
O advogado Nélio Machado, defensor do banqueiro Daniel Dantas, disse no início da noite desta sexta-feira (11/07), ao sair da Superintendência de Polícia Federal em São Paulo, não acreditar que haverá um novo pedido de prisão para o seu cliente. Há pouco, Dantas deixou o prédio da PF na capital paulista, acompanhado por advogados. ;Não acredito porque a primeira prisão rechaçada foi a temporária. Veio depois a prisão preventiva, que foi repudiada", afirmou Machado, referindo-se às decisões do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, que aceitou dois habeas corpus e mandou soltar Dantas nas duas ocasiões. "O direito brasileiro só conhece, a rigor, a prisão em flagrante ou a temporária ou a preventiva. Vão ter que inventar alguma coisa na legislação, que ainda não está em vigor no Brasil;, disse o advogado, ao justificar a convicção de que não haverá novo pedido de prisão. Machado criticou a primeira prisão de seu cliente, na última terça-feira (8/07), no Rio de Janeiro, classificando-a de linchamento. Para ele, não havia motivos para o banqueiro ser preso. ;E as circunstâncias do retorno (à prisão) também apresentaram, de alguma forma, algo que não é compatível com a Constituição brasileira.; Ele disse também que acompanhou o depoimento de Dantas ao coordenador da Operação Satiagraha, delegado Protogenes Queiroz, e ao procurador da República Rodrigo de Grandis. Segundo Machado, o banqueiro não respondeu às perguntas. No entanto, assinalou o advogado, poderá vir a fazê-lo na próxima semana, quando deverá ocorrer novo depoimento de Dantas.O interrogatório está marcado para quarta-feira (16/07). Pouco depois da entrevista do advogado de Dantas, o delegado Protogenes fez um rápida declaração à imprensa. ;O Departamento de Polícia Federal cumpriu, mais uma vez, seu dever cívico.; Dantas é acusado pela PF de comandar uma organização envolvida em corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, sonegação fiscal e formação de quadrilha. Durante a Operação Satiagraha, a Polícia Federal prendeu o investidor Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta. De acordo com a PF, eles fariam parte de outra organização, que teria conexão com o grupo comandado por Dantas. A exemplo do banqueiro, Pitta e Nahas também foram liberados por determinação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). Gilmar Mendes tomou a decisão de mandar soltar o ex-prefeito e o Nahas ao analisar o primeiro habeas corpus apresentado pela defesa de Dantas.

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