Politica

Operação da PF prende 11. Candidatos envolvidos poderão ter registro cassado

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postado em 29/08/2008 13:41
O presidente do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Rio de Janeiro, desembargador Roberto Wider, afirmou nesta sexta-feira (29/08) que os candidatos envolvidos em crimes eleitorais poderão ter seus registros cassados. "Há crimes eleitorais graves que estão sendo investigados, além de crimes comuns sérios, sempre procurando fraudar o processo eleitoral", disse Wider. A Polícia Federal já prendeu nesta sexta-feira ao menos 11 pessoas acusadas de participação em milícias e crimes eleitorais. Entre os presos está Carminha Jerominho (PT do B), filha do vereador Jerominho Guimarães (PMDB), que está preso acusado de chefiar um grupo de milicianos no Rio de Janeiro. Candidata a vereadora, Carminha foi detida em sua casa, em um condomínio em Campo Grande, na zona oeste da cidade, e não resistiu à prisão. A operação cumpre 21 mandados de prisão expedidos pela Justiça Eleitoral com base em inquérito que aponta a participação de milícias em crimes eleitorais. Na Barra da Tijuca, também na zona oeste, os policiais federais prenderam em casa Guilherme Bernardelli, que também faria parte do grupo denominado Liga da Justiça, comandado supostamente por Jerominho e seu irmão, o ex-deputado estadual Natalino Guimarães (sem partido). O parlamentar foi cassado pelo plenário da Assembléia Legislativa do Estado e está preso. "A providência obtida pela Polícia Federal, em conjunto com a Justiça Eleitoral, dá uma resposta adequada a essa quadrilha de milicianos que pretende amedrontar essas comunidades carentes com o objetivo de obrigá-las a votar nos candidatos de seu interesse nas eleições de 2008", afirmou o desembargador. Wider afirmou que a operação não invalida o envio de forças federais para garantir a segurança da eleição no Rio. "As forças especiais virão para dar uma garantia a mais. A ação de hoje da Polícia Federal leva à desarticulação dessas quadrilhas. Esses dois fatores mostram ao eleitor que ele não precisa se sentir amedrontado por esses grupos", disse. Segundo o tribunal, os presos serão levados de avião para o presídio federal de Catanduva, no Paraná, onde ficarão por 30 dias em regime diferenciado. Entre os que ainda estão foragidos está Luciano Guinâncio Guimarães, irmão de Carminha.

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