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Correio Braziliense

Em Salvador, ACM Neto apoiará peemedebista

 


postado em 10/10/2008 10:16 / atualizado em 10/10/2008 10:18

O prefeito de Salvador, João Henrique (PMDB), dormiu ontem com uma notícia animadora para sua campanha à reeleição: o acordo fechado para ter o apoio do deputado ACM Neto (DEM) no segundo turno contra o petista Walter Pinheiro (PT). O parlamentar ficou em terceiro lugar no primeiro turno, com 26,7% dos votos, e será fundamental para decidir a acirrada disputa entre os candidatos do PT e do PMDB, que ficaram com 30% dos votos cada um no último domingo. O acordo de ACM Neto com o PMDB foi costurado durante a semana. Uma reunião ontem à tarde entre o deputado e o presidente do DEM na Bahia, Paulo Souto, selou a decisão de apoiar João Henrique. ACM Neto convocou uma entrevista coletiva para as 11h de hoje. Se nenhum imprevisto ocorrer na negociação, ele anunciará o apoio a João Henrique. O deputado do DEM, porém, resiste em subir no palanque do prefeito e aparecer no programa eleitoral na televisão. ACM Neto avalia que o anúncio do apoio basta para ajudar a derrotar o PT. Os peemedebistas, no entanto, vão insistir para tê-lo nas ruas ao lado de João Henrique. A guerra é grande com o PT na cidade. Ontem, por exemplo, as duas campanhas travaram nova briga na Justiça Eleitoral, contestando ataques e propagandas supostamente irregulares. Revés petista A possível manifestação do DEM será um golpe para a candidatura de Walter Pinheiro, que até agora ganhou apenas o apoio do candidato do PSDB, Antonio Imbassahy, quarto colocado no primeiro turno, com 8% dos votos. Na terça-feira passada, o governador da Bahia, o petista Jaques Wagner, chegou a telefonar para o pai de ACM Neto, o senador Antonio Carlos Júnior (DEM), para pedir neutralidade no segundo turno. Por enquanto, o apelo foi em vão. Ao apoiar João Henrique, ACM Neto mira em 2010 e atinge a discórdia entre PT e PMDB na Bahia. Isso porque o principal articulador da campanha peemedebista é o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB). Ele sonha em ser candidato ao governo do estado daqui a dois anos, nem que seja para enfrentar a reeleição de Jaques Wagner. Reeleger João Henrique faz parte do projeto de Geddel. Caso contrário, o PMDB dificilmente terá forças para brigar com o PT, que será então dono da prefeitura e do governo do estado. Com isso, os dois partidos voltariam a se unir. Para o grupo político de ACM Neto, o racha entre PT e PMDB interessa muito mais do que a unidade. O cenário manteria três forças políticas na luta pelo poder e deixaria o DEM dentro do jogo político da Bahia, como ocorreu agora na briga pela prefeitura de Salvador.

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