Politica

Serra e Aécio apóiam Temer na "sucessão" da Câmara

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postado em 30/10/2008 09:32
Os tucanos José Serra e Aécio Neves converteram-se em cabos eleitorais de Michel Temer (PMDB-SP) na disputa pela presidência da Câmara. De olho em 2010, os governadores vislumbraram no apoio a Temer uma forma de manter desobstruídos os canais de negociação com o PMDB. A dupla joga o peso de seu prestígio junta à bancada de deputados no adensamento do cesto de votos de Temer. Também na cúpula do tucanato, a opção por Temer é vista como a alternativa mais conveniente. Em privado, o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PE), advoga a tese de que os tucanos, tanto quanto possível, devem cultivar a simpatia de setores do PMDB. Na eleição passada, vencida por Arlindo Chinaglia (PT-SP), o tucanato disputara a cadeira de presidente da Câmara com um nome próprio: Gustavo Fruet (PSDB-PR). Não cogita repetir a estratégia. Além de assegurar a Temer a maioria dos votos dos deputados tucanos, o movimento do PSDB fez brilhar uma luz vermelha na sala de comando do petismo. A direção do PT decidiu desautorizar a pregação da ala do partido que exigia reciprocidade do PMDB do Senado, em troca do suporte dado a Temer na Câmara. Ricardo Berzoini (SP), presidente do PT, informou a Temer que os votos dos deputados do PT independem do posicionamento que venha a ser adotado pelos senadores do PMDB. A exemplo de Aécio e Serra, Berzoini mira 2010. Tenta sufocar ruídos que possam prejudicar uma futura aliança com o PMDB na sucessão de Lula. Ao petismo do Senado, fechado com a candidatura de Tião Viana (PT-AC), não restou senão esquecer a "muleta" da reciprocidade. Tenta-se agora cultivar a dissidência que se abriu na bancada de senadores do PMDB contra o veto que o grupo de Renan Calheiros (PMDB-AL) impôs a Tião Viana. Pelo menos três senadores peemedebistas levaram o pé atrás ao tomar conhecimento dos movimentos de Renan: Gerson Camata (ES), Jarbas Vasconcelos (PE) e Pedro Simon (RS). Renan tricota com os líderes da oposição --José Agripino Maia (DEM-RN) e Arthur Virgílio (PSDB-AM)-- a candidatura de José Sarney (PMDB-AP) ao comando do Senado. Em público, Sarney diz que não quer.

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