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Correio Braziliense

Blitz contra Protógenes foi definida na madrugada

 


postado em 07/11/2008 09:41 / atualizado em 07/11/2008 09:42

A blitz no apartamento de hotel do delegado federal Protógenes Queiroz no centro de São Paulo foi autorizada horas antes da operação, ocorrida na madrugada de quarta-feira. A ordem partiu do juiz Ali Mazloum, da 7ª Vara Criminal Federal. "Defiro, tratando-se de mero aditamento de endereço no qual a gerência deverá indicar apartamento ocupado pelo investigado", decretou o magistrado, de punho próprio, no lado direito da página com o pedido de busca feito pelo delegado Amaro Vieira Ferreira, da PF. Acima da assinatura, Mazloum lançou a data de sua decisão: 5 de novembro. Protógenes, mentor da Satiagraha - investigação sobre suposto esquema de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e fraudes financeiras envolvendo o sócio-fundador do Grupo Opportunity, Daniel Dantas -, havia chegado ao hotel, às 2 horas (ele fez palestra sobre corrupção no Brasil para estudantes e, após o jantar, dirigiu-se ao local). Pouco depois das 5 horas, os federais, comandados pelo delegado Fernando Duran Poch, bateram à porta do apartamento. Acompanhavam Duran uma escrivã e dois agentes. Protógenes não resistiu à inspeção. Seus colegas agiram com parcimônia, segundo o relato do próprio Protógenes. "Pareciam muito constrangidos", disse o ex-presidente do inquérito Satiagraha, que pediu à equipe que fizesse cópia dos arquivos de seu computador pessoal, em vez de apreenderem o equipamento. Mas os federais não estavam munidos de instrumentos adequados para o espelhamento do conteúdo do computador. A autorização para a inspeção no apartamento de Protógenes foi dada sem concordância do Ministério Público Federal. O procurador da República Roberto Diana, que cuida do controle externo das atividades da PF, manifestou-se contra a medida. Está sob responsabilidade de Diana investigação sobre denúncia do delegado, que, em julho, após ser afastado da Satiagraha, denunciou boicote de superiores à operação.

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