O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, disse que avalia a possibilidade de convocar sessões deliberativas do Plenário nas segundas-feiras, para compensar até o fim do ano "o atraso decorrente de disputas políticas". Para Chinaglia, é importante que a Câmara faça o possível para votar matérias de interesse do País, como as PECs do Cerrado (115/95), da revitalização do São Francisco (524/02) e do trabalho escravo (438/01), a reforma do Código Florestal (Lei 4.771/65) e outras propostas das áreas de saúde, educação e economia.
Chinaglia afirmou que considera impossível votar a reforma tributária na terça-feira (02/12), pois antes será preciso votar duas medidas provisórias que trancarão a pauta (440/08 e 441/08, que já haviam sido aprovadas pela Câmara e retornam do Senado com alterações) e concluir a votação da PEC 511/06, que altera o rito das MPs.
O presidente da Câmara disse que pretendia votar a reforma tributária no primeiro semestre, o que foi impossível por causa da seqüência de MPs trancando a pauta. Ele reafirmou que, se o governo queria votar a reforma tributária neste ano, não pensou nisso ao alterar as MPs 440/08 e 441/08 no Senado. Essas MPs tratam de reajustes do funcionalismo.
Santa Catarina
Chinaglia disse que a presença de parlamentares em Santa Catarina vai ajudar a produzir um diagnóstico mais apropriado da situação de calamidade no estado. A Câmara criou uma comissão externa para acompanhar o assunto. Ele lembrou que os deputados também votarão a MP 448/08, que destina R$ 1,6 bilhão para as regiões afetadas pela enchente.