O advogado Antonio Rosella, que defende o deputado deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, classificou nesta quinta-feira como um "absurdo" o indiciamento pela Polícia Federal da mulher do parlamentar, Elza de Fátima Costa Pereira, por lavagem de dinheiro.
A mulher de Paulinho é presidente da ONG Meu Guri, que teria recebido R$ 37,5 mil do conselheiro João Pedro --preso na Operação Santa Tereza, da Polícia Federal, suspeito de participar de fraudes no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
"É um absurdo contra a família do deputado. A contabilidade da Meu Guri não tem qualquer irregularidade, disse Rosella.
A Operação Santa Tereza desmontou uma quadrilha supostamente formada por empresários, policiais e servidores que desviava recursos do BNDES. Gravações telefônicas associariam ainda o deputado federal ao esquema de irregularidades.
O advogado afirmou que soube do indiciamento através da imprensa, e que, assim que for oficialmente notificado, tomará as providências cabíveis. "É uma ação premeditada, tanto que ficamos sabendo pela imprensa." O relatório final do inquérito da Operação Santa Tereza é do delegado delegado da PF Rodrigo Levin.
BNDES Ontem, por 10 a 4, o Conselho de Ética da Câmara rejeitou o parecer que recomendava a cassação de Paulinho por quebra de decoro parlamentar no caso BNDES.
Paulinho comemorou a sua absolvição e disse que os deputados fizeram "justiça" porque ele não tem ligações com irregularidades, e rebateu críticas de que sua absolvição representa mais uma "pizza" articulada pela Câmara. "A pizza que tinha era a tentativa de me ligar à corrupção. Na ditadura militar, em que eu era militante, eles matavam os militantes, vários companheiros nossos foram mortos. Agora, eles não matam, tentam denegrir as pessoas para acabar, desmoralizar com elas."