postado em 08/01/2009 15:17
Determinado a levar sua candidatura à presidência da Câmara até o dia 2, o deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR) disse à reportagem nesta quinta-feira (08/01) que resistirá aos eventuais apelos do líder do PMDB na Casa, Henrique Eduardo Alves (RN), e também de Michel Temer (PMDB-SP) --apontado como favorito na disputa-- para abrir mão da disputa.
"É uma questão de princípio. Tenho uma série de idéias que defendo e vou levar até o fim. Ao meu ver, a Câmara deve ter autonomia e isenção e temo que um presidente de partido [como é o caso de Temer] no comando da Casa seja um risco", disse Serraglio. "Não quero nem vou atacar ninguém. Só vou defender o que penso", reiterou.
Serraglio conversou ontem por telefone com Temer. Na conversa, o candidato favorito sugeriu que os dois se encontrassem. Serraglio disse ter agradecido o convite, mas afirmou que o melhor seria adiar o encontro, uma vez que ambos disputam a presidência da Câmara e os dois juntos poderia ser interpretado como uma parceria.
O deputado do Paraná disse ainda que "está à vontade" para se manter na corrida pela presidência da Câmara. Segundo ele, no passado, houve ameaças de expulsão da legenda, mas que nos últimos meses isso não ocorreu. "Estou bem e seguro. Não há problema algum", afirmou Serraglio.
Além de Temer e Serraglio, estão na disputa pela presidência da Câmara os deputados Aldo Rebelo (PC do B-SP), que já foi presidente da Casa, e Ciro Nogueira (PP-PI), apontado como o representante do baixo clero e afilhado político do ex-presidente da Casa Severino Cavalcanti (PP-PE).
Temer já obteve apoio político de 12 partidos e mais o aval do Palácio do Planalto com direito a declarações públicas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente José Alencar.
A eleição para a Mesa Diretora da Câmara será no dia 2. Até 31 de janeiro, deputados e senadores estão em recesso parlamentar. Mas os quatro deputados que são candidatos à presidência da Câmara estão em Brasília, ao contrário dos demais parlamentares.