Politica

Deputado Edmar Moreira (MG) entra com pedido no TSE para deixar o DEM

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postado em 09/02/2009 16:35
O deputado Edmar Moreira (MG) entrou com uma petição nesta segunda-feira (09/02) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para deixar o DEM. No recurso, o parlamentar pede ao tribunal que declare haver justa causa para que ele abandone a legenda. Alega estar sofrendo "grave discriminação pessoal". O ministro Felix Fischer vai analisar o pedido e caberá ao plenário do tribunal a palavra final sobre o caso. Se a justificativa de Edmar Moreira for aceita, ele poderá deixar o DEM tranquilamente - o TSE decidiu que políticos que alegarem, entre outras razões, estarem sofrendo perseguição, podem migrar de partido. No entanto, se o pedido for negado, ele corre o risco de perder o mandato. O DEM poderá recorrer ao tribunal pedindo o cargo de volta. O presidente nacional do DEM, Rodrigo Maia (RJ), defende abertamente a expulsão de Edmar Moreira do partido. Ele afirma que não há mais condições de mantê-lo na legenda. A executiva do DEM vai se reunir nesta terça-feira para debater o imbróglio. Em pauta, também, a discussão sobre a possibilidade de reapresentar o deputado Vic Pires Franco (PA) como candidato oficial da legenda ao cargo de segundo vice-presidente. Edmar Moreira comunicou no domingo à noite ao presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP) sua renúncia aos cargos de segundo vice-presidente da Mesa Diretora e corregedor da Casa. O ato foi formalizado nesta segunda-feira. No fax, ele disse que o afastamento se dá em razão da "ausência de respaldo" do próprio partido para o exercício do cargo. O deputado mineiro é alvo de denúncias sobre a origem dos recursos com que construiu um luxuoso castelo no interior de Minas Gerais. Ele ficou no olho do furacão político na semana passada, ao dizer que a Corregedoria deveria remeter à Justiça investigações contra parlamentares. Atualmente, essas investigações são remetidas para abertura de processo de perda de mandato no Conselho de Ética. Na prática, pela proposta, a Câmara abriria mão de sua prerrogativa de cassar deputados por quebra de decoro.

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