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Correio Braziliense

Tenorinho tem cargo no Senado

 


postado em 02/03/2009 10:25 / atualizado em 02/03/2009 10:28

A renovação da Mesa Diretora intensificou, nos últimos dias, as exonerações e nomeações de servidores no Senado. Foi de carona nesse vaivém que Natalício Tenório Cavalcanti, ex-prefeito de São Lourenço, cidade mineira a 387km de Belo Horizonte, conseguiu um cargo comissionado na Casa: está escalado para ser assistente parlamentar na Primeira-Secretaria, área comandada pelo senador Heráclito Fortes (DEM-PI). Tal designação passaria despercebida não fosse o histórico do ex-prefeito. Tenorinho, como é conhecido entre seu eleitorado, é neto do ex-deputado federal Tenório Cavalcanti, que fez fama na Baixada Fluminense como o Homem da Capa Preta (leia mais ao lado). A exemplo do avô — tido entre os mais pobres como um defensor do povo —, o ex-prefeito buscou apoio nas comunidades menos favorecidas de São Lourenço para se eleger prefeito em 2004. Costuma dizer que a célebre ascendência o ajudou a construir uma trajetória política, mas que tem história própria. Em outubro passado, no entanto, ele sofreu um revés. Concorreu à reeleição pela coligação Com o povo, o trabalho continua, reunindo as siglas PR, PSDC, PTC, PP, PSC e PCdoB. Perdeu a disputa em meio às denúncias de irregularidades investigadas pela Justiça Eleitoral e pela Polícia Federal. Sem o comando do município, o ex-prefeito recorreu aos aliados do Senado para não ficar de mãos vazias. Ele traz na bagagem um currículo questionável: tem condenação da Justiça Eleitoral, confirmada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Minas Gerais, por distribuição irregular de cestas básicas durante a campanha de 2008, quando disputou e perdeu a reeleição. Está inelegível pelo próximos três anos, além de ter sido multado em R$ 25 mil. Assim que soube do resultado, ele declarou que recorreria dessa decisão. No ano passado, ele foi alvo da Operação João de Barro, ação da PF realizada contra esquema de fraudes em obras financiadas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) envolvendo prefeituras de Minas Gerais. O ex-prefeito teve a casa revistada, além de gabinetes da prefeitura e de secretarias municipais. Num dos relatórios anexados ao inquérito, a PF levantou a suspeita de que o político, em troca de suposta propina, atuaria em favor de um dos lobistas investigados. Leia mais na edição impressa do Correio Braziliense

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