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Correio Braziliense

PMDB busca parceria com Dilma

 


postado em 28/03/2009 09:12 / atualizado em 28/03/2009 09:12

O PMDB quer ser sócio do programa habitacional lançado na quarta-feira (25/03) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O programa é visto como carro-chefe da candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, à sucessão presidencial de 2010. “Na próxima terça-feira vou procurar a Dilma para conversar sobre o novo programa, que precisa ser ampliado para os municípios com menos de 100 mil habitantes”, avisa o líder do PMDB na Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (RN).Ele será o relator do projeto. Alves já foi consultado pelo presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), sobre a relatoria do projeto lançado pelo governo para construir um milhão de casas populares, a maioria destinada à população com renda abaixo de três salários mínimos, com prestações subsidiadas de R$ 50. O programa, entretanto, é voltado para as favelas e periferias das cidades com mais de 100 mil habitantes, a maioria nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Porto Alegre. “Por esse critério, dos 167 municípios do Rio Grande do Norte, somente Natal e Mossoró serão incluídos. Se considerarmos a excepcionalidade prevista para municípios com mais de 50 mil habitantes, o número de cidades sobe para quatro”, argumenta Alves. Ela afirma que nos pequenos municípios as condições habitacionais ainda são precárias, com casas de taipa, sem instalações sanitárias, água corrente e energia elétrica. “Não podemos imaginar que o problema existe apenas nas grandes cidades”, pondera. O líder do PMDB na Câmara, porém, faz rasgados elogios ao programa do presidente Lula: “É uma iniciativa das mais importantes do governo, que merece pleno apoio do Congresso”. E também à ministra da Casa Civil: “Dilma é a principal responsável pelo projeto, que vai enfrentar um problema fundamental da sociedade brasileira e ajudar a combater a crise econômica”. Entretanto, Alves é responsável por uma linha de atuação da bancada do PMDB que começa a preocupar o Palácio do Planalto, porque a legenda vem modificando propostas do Planalto quando elas chegam à Câmara em duras negociações com o governo. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a Medida Provisória 449, que renegociava as dívidas das pequenas empresas com a União, no valor de até R$ 10 mil. O PMDB ampliou o projeto e bancou a criação de um Super Refis para renegociar as dívidas de todas as empresas, com juros subsidiados (TJLP ou 60% da taxa Selic) e parcelamento em 180 meses.

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