Politica

Políticos experientes de pelo menos 10 estados são favoritos nas disputas regionais

postado em 06/01/2010 07:01
Em pelo menos 10 estados e no Distrito Federal, velhos caciques regionais ameaçam voltar a disputar as eleições deste ano para os governos estaduais. E prometem chegar fortes em outubro. As últimas pesquisas de intenção de votos mostram que eles estão próximos ou na dianteira da disputa eleitoral e podem passar à frente até de governadores que tentam a reeleição.

O prefeito de Goiânia, Íris Rezende (PMDB), quer voltar a governar Goiás. Ex-ministro, ex-senador, Íris continua como líder dentro do partido. Como ele, figuram nas pesquisas outros políticos que um dia passaram pelo cargo. É o caso do deputado Neudo Campos (PP), de Roraima. Quando deixou o governo, Neudo chegou a ser preso por suspeita de participação em desvios de recursos públicos.

De grande articulador político, o deputado Jader Barbalho (PMDB-PA) também pode voltar ao comando do governo do estado, depois de praticamente se manter no anonimato, na Câmara. O político chegou a presidir o Senado, mas renunciou ao posto depois de ser acusado de envolvimento em desvios (1) da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). Nas últimas pesquisas, aparece à frente da atual governadora, Ana Júlia Carepa (PT).

Por sua vez, Amazonino Mendes (PTB), hoje na prefeitura de Manaus, pode voltar a governar o Amazonas. Seu principal adversário deverá ser o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento (PR). Autor do projeto de lei que criou seu estado, Siqueira Campos é outro cacique da política brasileira que quer voltar ao Executivo. Nas últimas pesquisas, ele aparece em primeiro lugar como principal candidato ao governo do Tocantins.

Anthony Garotinho (PR) deixou o PMDB fluminense para tentar voltar a administrar o Rio de Janeiro. No Nordeste também existem as perspectivas pela volta de alguns caciques à política. O ex-governador João Alves (DEM) pode disputar o Executivo com o governador Marcelo Déda (PT). Na Bahia, a esperança da oposição seria Paulo Souto (DEM), um dos afilhados políticos de Antônio Carlos Magalhães. Já em Alagoas, o senador Fernando Collor de Mello pode vir a disputar uma eleição para o governo, como já fez antes de tentar uma vaga para o Congresso.

Com a saída de cena de José Roberto Arruda (sem partido) por causa das denúncias de corrupção, Joaquim Roriz (PSC) lidera a corrida no Distrito Federal. Pesquisa do Datafolha, realizada em dezembro, mostra que o ex-governador ganharia de Agnelo Queiroz (PT) se a eleição fosse hoje. Roriz foi eleito senador, mas renunciou ao cargo ao não dar explicações convicentes sobre um empréstimo feito pelo empresário Nenê Constantino para a compra de uma bezerra.

1 - Escândalos
O povo muitas vezes não presta atenção em algumas coisas que ocorrem fora de sua região, vê apenas a atuação do político no estado, afirma o cientista político David Fleischer, referindo-se a candidatos que se envolveram em escândalos nacionais, mas estão bem cotados nas pesquisas. No caso de Jader Barbalho, o professor afirma que o Pará passou por governos ruins, o que facilita a volta do deputado. Além disso, segundo ele, o parlamentar ainda possui meios de comunicação no estado, o que ajuda em uma campanha política.

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