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Correio Braziliense GOVERNO

Confira a polêmica trajetória de Henrique Meirelles


postado em 01/04/2010 09:50 / atualizado em 01/04/2010 15:46


2 de janeiro de 2003

O ex-presidente mundial do BankBoston Henrique Meirelles toma posse na Presidência do BC em meio à disparada da inflação, do câmbio e da dívida pública. Ele foi a sétima opção do presidente Lula, que teve dificuldades em convencer alguém de mercado a assumir o posto. Na primeira decisão do Copom do novo governo, em fevereiro, os juros são elevados de 25,5% para 26,5%

Maio de 2004
O engenheiro Marco Túlio Pereira de Campos, primo e procurador de Meirelles, é detido ao embarcar em Congonhas, com destino a Goiânia, com R$ 32 mil em espécie, dinheiro não declarado

29 de julho de 2004
O diretor de Política Monetária, Luiz Augusto Candiota, pede demissão três dias após o surgimento de notícias segundo as quais ele e Meirelles haviam feito remessas ilegais de recursos para o exterior. Meirelles afirma que não tem motivos para deixar o cargo, pois as acusações seriam “inconsistentes”. Privadamente, ele as atribui ao ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu

13 de agosto de 2004
Sob acusação de evasão de divisas, de sonegação fiscal e de ocultação de bens, Meirelles ganha o status de ministro por força da Medida Provisória 207, editada pelo presidente Lula para lhe garantir foro privilegiado. A partir daí, ele só poderia ser processado no Supremo Tribunal Federal, o que serviu como uma blindagem no cargo

11 de maio de 2005
O ministro Marco Aurélio, do STF, acata o pedido do procurador-geral da República, Claudio Fonteles, e ordena a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Meirelles

Setembro de 2005
Depois de 10 meses de investigação nas declarações de Imposto de Renda de Meirelles, a Receita Federal conclui que ele não cometeu nenhum crime fiscal e que tinha direito a uma restituição de R$ 148,6 mil

27 de março de 2006
O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, é demitido depois de quebrar o sigilo bancário do caseiro Francenildo de Souza. Meirelles perde seu principal aliado na condução ortodoxa da economia e passa a responder diretamente a Lula, passando por cima do novo titular da Fazenda, Guido Mantega

1º de janeiro de 2007
Lula toma posse no segundo mandato e mantém Meirelles à frente do BC

Setembro de 2008
O Banco Central dá início às medidas de combate à crise econômica, com liberação de compulsório, leilões de dólar e linha de troca com o Federal Reserve, o BC norte-americano

22 de julho de 2009
A taxa básica de juros (Selic) cai para o menor patamar da história, 8,75% ao ano

30 de setembro de 2009
Meirelles se filia ao PMDB. Começam os rumores de sua candidatura para presidente da República, vice, governador de Goiás ou senador

Novembro de 2009
O diretor de Política Monetária, Mário Torós, concede entrevista ao jornal Valor Econômico. Entre outras coisas, declara que Meirelles quase deixou o cargo no auge da crise. O governo pensou em substituí-lo pelo economista heterodoxo Luiz Gonzaga Belluzzo. Torós, um dos mais conservadores da equipe, revela dados sigilosos e é demitido

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