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Correio Braziliense

Marina descarta levantar bandeiras

Após a polêmica com o movimento gay, candidata do PV à Presidência pretende ficar longe de qualquer imagem de grupos de base social durante a campanha


postado em 16/04/2010 08:27 / atualizado em 16/04/2010 09:33

Depois de ser acusada de esconder a bandeira do movimento gay num ato favorável à sua candidatura, a presidenciável pelo PV, Marina Silva, descartou levantar a flâmula de qualquer grupo de base social durante a campanha. Para minimizar a polêmica, a senadora saiu pela tangente dizendo reconhecer a legitimidade das reivindicações, mas negou empunhar ou posar para fotos ao lado da bandeira “arco-íris”.

Marina justificou sua posição ao afirmar que não levantará sequer a bandeira do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), do qual se considera uma aliada. Essa posição na campanha contrasta com a imagem que ela mantinha quando era ministra do Meio Ambiente (leia abaixo). “Posso ser aliada de movimentos, mas não sou o movimento em si”, afirmou em Sorocaba (SP).

Com a polêmica instalada, os estrategistas de sua campanha preferiram se agarrar ao lado positivo do episódio, lembrando que se abriu a oportunidade para ela esclarecer o que pensa sobre o movimento de direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais (LGBT). Evangélica criada no movimento de base da Igreja Católica no meio do seringal, Marina Silva tem posição conservadora em relação ao grupo. É contra o casamento de pessoas do mesmo sexo . Em seu blog na Internet, Marina disse: “O Estado deve assegurar a todos — sem distinção — igualdade. As políticas públicas, democraticamente aprovadas pelo Parlamento, e implementadas pelo governo, devem atender a todos”. A pré-candidata disse que o tema da união trata-se de uma questão de consciência por isso não vai abraçá-la. “Quando se trata de sacramento, reivindico minhas questões de consciência como no caso do aborto”, afirmou.

A polêmica com os gays começou quando em ato na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Marina evitou posar com a bandeira arco-íris depois de ser presenteada pelo vereador de Alfenas (MG), Sander Simaglio (PV), presidente da Comissão de Direitos Humanos de Câmara da cidade mineira. Em mensagem difundida na rede mundial de computadores, o vereador disse que a senadora escondeu a bandeira após demonstrar espanto com o presente.

Internet
Em seu blog, Marina disse que tratou a oferta como todos os presentes e a repassou para um assessor. “Como fiz com tantas outras lembranças que me foram dadas naquele dia — livros, artesanatos e flores —, passei a oferta do vereador para a minha assessoria. Então nos abraçamos, nos despedimos, e não notei nenhum desapontamento de sua parte”, escreveu Marina, que negou a reação negativa ao receber a bandeira. A avaliação entre integrantes da campanha do PT é que o episódio não trará adversidades à Marina Silva.

Como seus adversários, Marina fez ontem a estreia em uma rede de interação social da internet. Disse que pretende usar o Twitter como uma tribuna política e não para a promoção marqueteira eleitoral. Ela aproveitou para afirmar que já está seguindo Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB), Ciro Gomes (PSB) e Plínio de Arruda Sampaio (PSol).

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